terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Enfrente o futuro com Deus (por Max Lucado)




por Max Lucado


Para tudo há uma ocasião certa; há um tempo certo para cada propósito debaixo do céu. (Eclesiastes 3.1)

Que pessoa passa pela vida livre de surpresas? Lembra do resumo de Salomão? “Para tudo há uma ocasião certa; há um tempo certo para cada propósito debaixo do céu” (Ec 3.1).
Deus concede vida da maneira como administra o cosmo: por meio de períodos. Quando pensamos no planeta Terra, entendemos a estratégia de bom dia_MaxLucadogerenciamento de Deus. A natureza precisa do inverno para descansar e da primavera para despertar. Não entramos apressadamente em abrigos subterrâneos ao ver os brotos das árvores na primavera. As cores do outono não disparam sirenes de alarme. As estações terrestres não nos perturbam, mas as situações pessoais inesperadas sim…
Você está prestes a passar por uma mudança? Você se vê analisando um novo capítulo? A folhagem do seu mundo está mostrando sinais de nova estação? A mensagem do céu para você é clara: quando tudo o mais mudar, a presença de Deus não mudará. Viajamos na companhia do Espírito Santo, que “lhes ensinará todas as coisas e lhes fará lembrar tudo o que eu lhes disse” (Jo 14.26).
Deus Pai, o próximo minuto ou a próxima hora podem trazer um capítulo totalmente novo para minha vida. Pode não ser aquele que eu escolheria, mas será um que escolheste para mim por amor.


quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Sobre minha viagem de férias


Parto, daqui a poucas horas, para 25 dias fora do país, acompanhado apenas de minha esposa e meus filhos. Considero a viagem como consequência direta de três coisas, sobre as quais discorro.

Primeiro, dos esforços de estudo. A viagem é fruto da dedicação, persistência e sacrifício lá de trás. Primeiro, no concurso; depois, do esforço no trabalho. Se você está na fase mais de plantar do que de colher, saiba que o futuro trará viagens deliciosas para quem está “ralando” agora. Não que você não possa curtir um pouco desde já (até deve), mas lá na frente melhora bastante. Compensará a dor e a agonia do agora. Espero que minha viagem inspire você, que agora está estudando, trabalhando, semeando... a seguir em frente com seus projetos. Eles irão frutificar, dar frutos macios e saborosos que serão comidos com sua tribo. Há e pode haver, no meio dessa selva em que vivemos, lugar para paz, vitória, alegria, diversão.

Segundo motivo, há a decisão de viajar. Muita gente pode, e não viaja. Posso dizer do meu caso: sobre passar um mês viajando, os sentimentos são misturados. Uma parte de mim quer ficar e trabalhar nas férias, escrever os livros que querem sair de dentro de mim. Outra aprendeu que é preciso viver, e ser pai e marido sempre, mas algumas vezes de forma mais contundente. Sei que tempo de qualidade é o que fica na alma e que a noção de masculinidade vem do convívio. Minha filha e meus filhos, cada um por seus motivos, precisam de tempo ao lado do pai. Que conheçam o homem que chamam de pai para escolher se é isso que querem ser, ou ter, ou conviver – ou se querem fazer de outro jeito. E há minha esposa, sempre paciente e gentil, que merece que eu seja só dela (e quando sou dos filhos, para ela também conta). E, claro, deverá ter, após dormirem os filhos, aquela hora só dos namorados, amigos, macho e fêmea. Porque se a paternidade e a masculinidade precisam de convívio, também de convívio e tempo de qualidade depende o casamento. Enfim, é preciso investir nos diversos oásis que nós temos, e beber um pouco d’água em cada um deles: trabalho, família, lazer, solitude, amigos e por aí vai. Quero que você saiba que preciso de mais disciplina para descansar do que precisava para me dedicar ao estudo. Eu não sei onde sua disciplina está sendo necessária, mas gostaria que a tivesse para fazer o que é preciso, e na medida saudável: viver, trabalhar, curtir, estudar, trabalhar, refletir, rir, chorar, estar em solitude e buscar sua sintonia equilibrada com aquilo que lhe dá vontade de continuar vivo.

Terceiro motivo, Deus. Sou grato pelo que Ele me proporciona, e seria desonesto excluí-lo desse bom momento, seja a viagem, seja falar dela. Ele me dá vida, família e prosperidade.

Parto, portanto, para me esquecer do mundo por algumas poucas semanas. Quero ser só pai e marido, e sei que isso não será tarefa fácil.

A você, que fica, espero que aproveite os dias que se aproximam da melhor forma que puder. Seja em casa, ou na rua, no estudo ou no lazer, que faça seu dia valer a pena. Estou convencido de que uma parte do dia deve ser para colher os frutos que já estão na árvore, outra parte, para plantar novos pomares para amanhã haver mais frutos ainda. Aprenda a abandonar os frutos que bicharam, a reconhecer os que já tem ao alcance da mão, e, sim, a ir buscar os outros que faltam para encher sua cesta. Mas coma o que já tem.

Como digo no "A última carta”, meu livro predileto, creio que estamos aqui para viver, para três coisas, em resumo: aprender, servir e sentir prazer. Este mês quero fazer isso com a família. A você que se sente só, alerto que às vezes a “família” da gente é o vizinho, ou quem acolhemos ou elegemos ser nossa “casa”. Nunca se sinta sozinho, existe muita gente interessante no mundo. Você é um exemplo disso, e não está só.

Claro que deixei alguns vídeos gravados, até porque o site do coaching entra no ar no dia 2 de janeiro. Claro que você – se quiser – poderá, ainda em janeiro, aprender alguma técnica de estudo, prova ou sucesso, fazendo isso no site, vídeos, livros... Mas o William de carne e osso, este estará dedicado a tirar da vida tudo o que puder, mesmo que isso seja só um grito de pavor numa montanha russa, ou ficar numa fila, ou carregar malas de um lado para o outro. Mas se for isso o necessário para ver o riso dos filhos, então me dedicarei a isso mais até do que fazia com os livros.

A você, meus votos de um bom janeiro e de que faça o seu, faça sua parte, faça o que tem que ser feito, o que está na hora, e não deixe de beber um pouco de cada oásis que tiver. O rosto da mãe e aquele beijo no ser amado podem não estar disponíveis daqui a um, dois ou três anos. Aprenda a administrar seu tempo e beba um pouco de cada oásis, mesmo que o oásis dos livros e apostilas seja o privilegiado de agora (e enquanto for necessário, pois a ideia é fazer o que precisa ser feito até passar, até conseguir o que se sonha). Mas coma um pouco das frutas que já tem na mão, aprenda a reconhecê-las. Não é preciso ir para fora do país, nem para outra cidade. Existe todo um mundo de prazer disponível para quem o procura. As coisas simples funcionam muito bem para isso.

Ferris Bueller, gente boa demais, no filme “Curtindo a vida adoidado”, disse que “a vida passa rápido demais, se você não prestar atenção ela passa e você não percebe”. Perceba seu dia. Sim, qualquer que seja seu caso, ou seu momento, tome consciência, perceba a grande aventura que você está vivendo, seja o protagonista de sua história. Ou, em resumo: faça valer o seu dia.

E por favor, deseje boas férias para mim.

William Douglas, Natal de 2013.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

O Natal, sua data exata, seu consumismo...


Após postar a mensagem: 

“Bom Natal!
 Que Jesus nasça no coração da gente todos os dias!”


Recebi vários “Amém” e “Feliz Natal” e um comentário que achei tristonho, o qual cito e respondo a seguir:


(Marcelo diz:)
 Infelizmente o Natal não existe!!!
 Falo isso por dois motivos, um técnico e outro prático.
 Técnico: A Bíblia não diz a data na qual Jesus nasceu de modo que não há motivos para acreditarmos que foi dia 25 de Dezembro que isso ocorreu ou melhor se formos pela Bíblia tudo nos leva a crer que Jesus não nasceu em Dezembro, afinal, o Livro de Lucas 2:8-12 diz que na ocasião em que Jesus nasceu os pastores estavam "vivendo ao ar livre e mantendo de noite vigílias sobre os seus rebanhos", lembrando sempre que o mês de Dezembro é muito frio e chuvoso em Belém, ou seja, impossível Jesus ter nascido nesse mês!!!!
 O Natal nunca foi comemorada pelos cristãos primitivos, essa festividade foi instituído pelo imperador constantino, que adorava o deus do Sol (Mitra) de modo que assim que constantino começou a liderar a igreja católica ele instituiu o dia de Mitra como sendo o Natal (detalhe Mitra também é o nome da coroa do papa e a hóstia fica guardada dentro de uma imagem do sol).
 Prático: Vamos adotar então que mesmo não existindo tecnicamente o Natal seja uma ótima oportunidade de lembrarmos o nascimento de cristo e assim lembrar seus ensinamentos, ainda sim a MAIORIA das pessoas não poderiam comemorá-lo!!!
Do que adianta lembrarmos dos ensinamentos de Jesus somente um dia no ano??? NADA!!!!
 E nem isso é feito, na prática vemos que nem de Jesus as pessoas lembram afinal tudo que se vê é somente o comércio querendo vender muito e levando a exaustão seus empregados e pessoas comprando presente a rodo por obrigação de dá-los no dia 25 de Dezembro!!!
 Infelizmente o natal não tem significado legal hoje em dia...”
Minha resposta:

Que astral para baixo, que pessimismo! Veja quantas pessoas deram respostas alegres, tendo comunhão na comemoração, ao passo que a sua foi de astral para baixo. Eis o que penso sobre o que você disse:
Do ponto de vista técnico:
eu estou pouco me importando se Jesus nasceu em dezembro ou em março (que é a data mais provável pelo estudo do clima). A gente tem todo o direito de, na falta da data exata, tirar um dia para relembrar o evento. O significado supera a precisão histórica. Nesse passo, os dez mandamentos falam em guardar o sábado e eu guardo o domingo... porque sigo a lógica do ensino do shabat. Se os cristãos de Roma cometeram o erro (e acho que erraram sim) ao colocar a festividade do Natal em cima do calendário pagão, isso não me impede de em um momento do ano comemorar a data do advento do Messias, pois (salvou um ou outro) , ninguém discute que Jesus veio, que há um Jesus histórico que nasceu e que nós consideramos o cumprimento das profecias). Em suma, para mim faz sentido ter um dia para relembrar o “aniversário”, fato com muito simbolismo e que comemora um fato histórico:” quando Deus se tornou filho dos homens para que os homens se tornassem filhos de Deus.”
Do ponto de vista prático:
Por quw a maioria das pessoas não poderia comemorar? Todos podem, se não o fazem é porque não querem (o que é um direito que lhes assiste). Eu e minha família comemoramos! As pessoas que postaram aqui também.
E você dirá que elas (ou eu) estamos vivendo o Natal um dia apenas. Ainda que fosse assim, você não acha que lembrar de Jesus um único dia é melhor que ignorá-lo em todos? E não crê no poder da mensagem do Cristo, que é apta a mexer com as pessoas?
Mas, de qualquer forma, quem disse que nos lembramos dos ensinamentos de Jesus somente um dia do ano? Quem? Conheço milhares de pessoas que vivem o Natal durante todo o ano.
Quanto a mim... pegue meus textos e postagens. O maior cuidado que tenho é justamente não exagerar para não incomodar quem não tem a mesma paixão que eu tenho por Jesus. Por isso, posto meus temas esclarecendo quando tratam de cristianismo.  Eu me ajoelho ao acordar e ir dormir, oro antes de todas as refeições, oro sempre, falo dele, cultuo etc... Enfim, não tenho nenhum problema com o que os outros fazem. Eu comemoro o Natal todos os dias, e isso não me impede de comemorá-lo em especial numa data do ano.
Se as pessoas se perdem em consumismo, lamento, mas o consumismo delas não vai me tirar meu natal e minha comemoração.
Enfim, Marcelo, vamos levantar esse astral. Tem gente que não comemora o Natal, que pena; tem gente que não o entende, que pena; tem gente que conhece Jesus e fica reclamando do natal (seu caso, e que pena) e tem gente que o comemora. Mude de grupo! Entre no grupo daqueles que, no natal, apesar de ser em Dezembro (que é quando mais se fala no assunto) falam  do verdadeiro sentido do Natal. Por exemplo, eu disse “que Jesus nasça no coração da gente todos os dias” . Você leu? “todos os dias”, “coração da gente”... Você leu e não viu isso.  Eu comemoro o natal e trabalho para que outros possam conhecer o verdadeiro natal. A mensagem que você escreveu, contudo, vem em sentido contrário. É uma mensagem triste. Você está triste, amargurado? Parece. 
Amigo, você poderia fazer um texto mencionando a questão da data, e até falando contra o consumismo, mas podia fazê-lo com outro astral, outra pegada. Repare como sua conclusão  é depressiva! Você diz: “Infelizmente o natal não tem significado legal hoje em dia”. 
Que desanimo, brother! Eu não vou abrir mão do meu natal não, acho que você não deveria abrir mão do seu! Vamos retomar o natal, vamos resgatá-lo das mãos do consumismo.
Me perdoe, mas hoje em dia, como nos últimos 2.000 anos, o natal tem um significado muito legal. Muito mesmo. E eu acho que você devia comemorá-lo apesar de todas as questões que levanta. 
Gandhi dizia para sermos a mudança que queremos ver no mundo. Faça do seu natal o que o Natal deveria ser :
  • Comemore Jesus ter deixado sua Glória para vir resgatar a humanidade;
  • Comemore ele ter vindo pobre, mostrando que aqueles que O seguem devem seguir a simplicidade. Aliás, sou protestante, mas “ponto” para a simplicidade e simpatia do Papa Francisco.  Gostaria que alguns líderes evangélicos reparassem seu exemplo.  Ah, e vamos parar logo antes que alguém comece:  espero que nenhum protestante/evangélico venha postar mensagens para ficar discutindo teologia em um momento lindo como o Natal, vamos parar de atirar uns nos outros e lembrar que TODOS NÓS, católicos e protestantes, podemos parar para comemorar o Natal. Na I Guerra Mundial ingleses e alemães  fizeram uma trégua para comemorar o Natal, espero que protestantes e católicos consigam ter o mesmo espírito de confraternização no que temos de comum: Jesus Cristo, o Justo.
Compre presentes sim, que mal há nisso? Não sejamos consumistas, mas não sejamos chatos. Não é nada demais um presente, desde que não esqueçamos que o maior presente foi o nenezinho que se transformou no Salvador do Mundo.
Compre presentes sim, e  comida, e panetone, e os entregue aos pobres, seguindo o exemplo. Que os mais necessitados percebam que no Natal existe gente que comemora partilhando sua alegria, sua atenção e suas posses.
Quantos pobres tiveram um presente seu neste Natal? Eu entrego e ainda digo que este não é por conta de “papai Noel”, mas enviado por Jesus. Não vou discutir Papai Noel, esse impostor, não agora, mas deixo claro que quando tiro do meu bolso (eu, um egoísta em recuperação) e dou aos outros, faço não por causa de Papai Noel mas por causa do exemplo de Jesus.
E que tal, caro Marcelo, se fizermos mais que isso? E se nos dermos de presente? E se tirarmos um tempo para o idoso ou idosa que não tem quem os ouça? Para ligar para os que estão acamados, ou mesmo ir visitá-los? E se nós quisermos ser como os reis magos, e visitar os pobres, filhos de um Rei apesar de estarem em estribarias, e se ousarmos presentear os pobres, sejam os pobres de dinheiro, sejam os pobres de amor, ou de atenção?
E se, tal como Jesus veio visitar um mundo estranho, ousarmos pisar no mundo dos outros, por mais estranho que o mundo dos outros nos pareça?
E se fizermos com os anjos do Natal, e proclamarmos paz na Terra e boa vontade entre os homens, e se contarmos que Deus nos quer bem?
E se, como disse Jesus, se tivermos dois panetones dermos um panetone para quem nao o tem? E se enlouquecermos e comprarmos dois para dar um? Que delicioso consumismo seria esse!
E se a tosca manjedoura do presépio for nosso coração, e se a estribaria nossos dias, e neles nascer Jesus? Ah, estou certo, nossa estrela brilhará mais forte, e até poderá guiar outros viajantes.
Quando o assunto é Natal, deixe de reclamar e teorizar, prefira  comemorá-lo, vivê-lo.
Ah, Marcelo, pare de reclamar do Natal equivocado dos outros e vá fazer o seu natal acontecer. Comece em Dezembro, e prossiga pelo resto no ano. Faça de seu natal não uma estrada de lamentos e ressentimentos contra todos e torne o Natal o que é:  uma comemoração! Tenha atitude, pensamentos  e comportamentos inspirados no exemplo de amor e desprendimento daquele que, tendo nascido em dezembro ou março, veio mudar o mundo.
Que ele mude o Jesus. Jesus é a alegria dos homens. Você está triste. Que o Natal venha para você, amigo, e traga o fruto do Espírito. 
Sim, não sei o quanto você sabe ou se lembra, e me perdoe citar isso se já sabe (mas se sabe deveria tomar posse). Jesus disse que quando voltasse para os céus nós receberíamos o Consolador, a terceira pessoa da Trindade.
Veja o que Jesus disse:
“Jesus respondeu, e disse-lhe: Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele, e faremos nele morada.  Quem não me ama não guarda as minhas palavras; ora, a palavra que ouvistes não é minha, mas do Pai que me enviou. Tenho-vos dito isto, estando convosco. Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito. Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.”  João 14:23-27
Você, se não está em paz, precisa do Fruto do Espírito, e “o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.” Gálatas 5:22
Está faltando alegria no seu Natal, Marcelo. Vamos resgatar isso?

sábado, 21 de dezembro de 2013

Um professor de física querendo provas da existência de Deus


Um amigo meu, professor de física a quem admiro muito, era cético em relação a Deus. Ele conta:
"Não havia nada nem ninguém, naquela época, que me fizesse crer nas ações de Deus em nossas vidas. Acreditava que avançávamos às cegas e por meio de tentativa e erro. Deus estava muito ocupado com seus projetos pessoais e jamais um ser insignificante como eu de mente inquieta, alma precária, e atrelado ao reino patético da futilidade, teria privilégios em formar laços de afeto com o nosso Pai Celestial. Entre servo e Senhor não há diálogo, pensava. Com uma pontinha de arrogância imaginava-me semelhante a Fernando Pessoa: 'Se Deus quer mesmo me conhecer que se me apresente'. E de mais a mais, eu estava muito ocupado com os negócios e com a vida, só mesmo um milagre para provocar uma mudança de ideia e de comportamento."
A história de meu amigo é longa, não vou contá-la toda, contarei só um pedacinho. Achei o máximo, pois a história é contada por um professor de Física, homem de ciência. Certa feita ele, católico só por tradição, foi à igreja durante um louvor na Festa da Misericórdia, em uma tarde de domingo.  Vejam o que ele conta:
“O início da cerimônia se deu em torno das 15 horas e o término estava previsto para as 19 horas. Em torno das 15h30min, o padre da minha paróquia desceu do altar, com o ostensório envolvido em sua batina, dizendo que Jesus estava ali. Olhei para a cena e disse: Jesus, se o senhor estiver aqui mesmo me dê um sinal! Em seguida, coloquei a mão no ostensório justamente sobre o vidro que cobre a hóstia. Imediatamente veio um calor do metal para a minha mão, semelhante à imersão do braço em um balde com água morna, algo em torno de 80° C. O calor fluiu lentamente pela mão, subiu pelo braço e foi parar no peito. Fiquei terrivelmente incomodado com aquela sensação. Ele sapecava. Não sabia o que estava acontecendo. Comecei a chorar de forma descontrolada e compulsiva até o final da celebração. Por fim, subi no altar e falei sobre o acontecido. As pessoas ficaram boquiabertas. Não poderia deixar de compartilhar aquele momento de graça com o restante da assembleia.
O fato de o calor fluir espontaneamente do ostensório (um corpo em torno de 25°C) para o meu braço (aproximadamente 36°C) é fisicamente impossível, pois de acordo com as leis da termodinâmica, o calor flui espontaneamente do corpo quente para o corpo frio; e não de um corpo frio para um corpo quente. Isso pode acontecer se o ostensório estivesse ligado numa fonte externa de energia. É o que acontece nos refrigeradores das nossas casas. Diante desse enigma, só existem duas atitudes: uma nos conduz ao absurdo, a outra, ao mistério. Como nada estava ligado a nada e o fluxo de calor aconteceu, é porque a fonte externa de energia era ELE. Enfim, tive a prova definitiva e científica de Sua presença. E minha forma de ver e de viver a vida alterou radicalmente.
Havia distorções graves entre as minhas crenças e a ciência. O milagre força os limites de nossa credulidade. A fé em Deus exige a morte da teimosia. Acreditar em Deus, para mim, acenou uma perspectiva satisfatória, consistente e enriquecedora. Seria a coisa mais patética se eu me comportasse diferente, pois é inconcebível a um homem depois de ter recebido essa graça e essa misericórdia, não agir de acordo.
Quando revelei tudo isso ao padre, ele disse:
"Meu filho, você está tão perto de Deus quanto escolhe estar.”
Bem, esta é uma história de dois cristãos católicos: um padre e um paroquiano que não estava muito chegado a Deus, mas que agora está. Eu sou cristão protestante, ajudo uma Oscip franciscana, a Educafro, converso muito com amigos católicos sobre nosso Jesus, sobre o Jesus em que acreditam todos aqueles que se apresentam como cristãos. Esse Jesus incomum e extraordinário que é o elo comum, último e indesistível, e que deve colocar católicos e protestantes, cada qual com suas teologias, diante de nossa afinidade infinita: o Cristo.
Fico muito feliz ao ver um padre fazendo a obra de Deus, e Deus tocando de forma gentil e individualizada cada um que O procura, inclusive esse meu amigo aí, o famoso Professor Pachecão, que ministra suas aulas de maneira apaixonada e inovadora. Ele, que já foi cético, e depois agnóstico, hoje é um professor de física que experimentou uma corrente elétrica diretamente com Deus.
Espero que saiba, leitor, e nunca esqueça, que esse Deus que falou comigo e com o Pachecão também quer ter intimidade com você. E, como disse o padre, você estará tão perto de Deus quanto escolher estar.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Você sabe por que fazemos tanta festa na 4ª Vara Federal de Niterói?



 1   2 

Por muitas razões, mas a maior delas é por estarmos conseguindo apresentar para o povo, para os jurisdicionados, resultados concretos.

 Vejam os números de 2013:


PRODUTIVIDADE VARAS DE NITERÓI
Janeiro a Dezembro de 2013

Sentenças
Despachos
Decisões
Média*
794
3843
1140
4ª Vara Federal
1191
5572
1266
*média das varas congêneres

Os números mostram a eficiência e produtividade.
As razões?
 Uma equipe unida, treinada, motivada, com orgulho de ser do serviço público e querendo cumprir seu dever e fazer diferença.

 Parabéns, equipe da 4ª Vara Federal!

A Diretora de Secretaria tem um blog, Criatividade e Gestão, o qual recomendo.
Há também, de minha autoria, o site Revolução

Além das minhas palestras sobre gestão e inovação, Luciana Elmor, a Diretora, e também vários servidores são instrutores e também palestrantes sobre liderança, gestão, processo, Direito etc. Contudo, o mais importante e que gosto de ressalvar, é o trabalho rotineiro e diário de cada membro da equipe.

Tenho muito orgulho de ser um dos líderes e membro dessa equipe excelente.

Compartilho aqui para :

 1) Honrar minha equipe;
 2) Dar satisfações à população (que merece ter bons servidores e serviços públicos);
 3) Motivar você, servidor, a trabalhar bem;
  4) Motivar você, concurseiro, a vir trabalhar conosco, e;
  5) Last but not least, agradecer a Deus pela oportunidade de ser juiz e ter uma equipe e tarefa tão especiais.  

Tem muita gente boa trabalhando nas esferas Públicas, Legislativo, Judiciário e Executivo. Muita gente que quer fazer bem feito. Venha fazer parte disso: 


"Seja a mudança que quer ver no mundo"
(Gandhi)

 "Não pergunte o que seu país pode fazer por você, pergunte o que você pode fazer pelo seu país" 
(JFK)


Parabéns, 4ª Vara Federal de Niterói!

Parabéns também a você, servidor público, que faz o seu, com honestidade, amor e boa vontade.

Parabéns, concurseiro, estamos precisando de sua ajuda. Não desanime, venha se juntar a nós!

 Abraços, com votos de Feliz Natal e 2014,

William Douglas

 3
 4


Foto 1 -  Diplomas. Temos mais de 120 anos de experiência acumulada na Justiça Federal. E mais: estamos em primeiro lugar na produtividade!
Foto 2 - Parte da Equipe
Foto 3 - "Armas da República"
Foto 4 - Bolo comemorativo

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Alegria fora de hora (por Ed René Kivitz)




por Ed René Kivitz

Meus irmãos, considerem motivo de grande alegria o fato de passarem por diversas provações, pois vocês sabem que a prova da sua fé produz perseverança. E a perseverança deve ter ação completa, a fim de que vocês sejam maduros e íntegros, sem lhes faltar coisa alguma. (Tiago 1.2-4)
Tiago, irmão de Jesus, escreveu uma carta aos cristãos que estavam sofrendo perseguição. Eles haviam sido expulsos de Jerusalém e deixado para trás seus bens, familiares e amigos. Estavam começando vida nova em outro lugar, e precisavam construir novos relacionamentos, redefinir sua carreira profissional e ainda por cima se defender dos ataques daqueles que se opunham à sua fé em Jesus Cristo.
Um dos conselhos de Tiago para aqueles cristãos em situação tão adversa foi que deveriam receber com alegria as tribulações e provações que a vida colocava diante deles. Tiago justificou seu conselho apresentando três conseqüências das tribulações.
As tribulações provam a nossa fé, isto é, revelam a qualidade dos alicerces onde construímos nossas vidas. Outra maneira de dizer isso é que as tribulações nos mostram quem de fato somos. Muitas pessoas vivem iludidas em relação a si mesmas, e por esta razão constroem suas vidas em alicerces falsos – e vice-versa. Cedo ou tarde estes alicerces são desmascarados e tudo o que está sobre eles pode ruir, como por exemplo: auto-estima, esperança, prazer de viver, relacionamentos, sonhos de futuro, carreira profissional. As situações da vida que confrontam nossos alicerces existenciais são de fato oportunidades extraordinárias para nos reinventarmos, tanto substituindo o que identificamos como inadequado, quanto no desenvolvimento do que identificamos frágil.
As tribulações produzem perseverança, isto é, nos fortalecem para enfrentar a vida. O ditado popular diz que “Deus dá o frio conforme o cobertor”. Acredito nisso. Acredito que o exercício de viver nos coloca diante de desafios proporcionais à maturidade. Uma é a dificuldade da criança, outra, do adolescente, e outra, dos adultos que já não acreditam em Papai Noel e já deixaram a prepotência juvenil de lado. As dificuldades que enfrentamos no caminho nos ajudam a encarar a vida e continuar andando rumo ao futuro desejado. À medida que vamos encarando e superando as tribulações, vamos perdendo o medo de cara feia, até que a vida mostra sua face mais terrível e se surpreende com nossa capacidade de superá-la.
Finalmente, as tribulações nos fazem pessoas maduras e íntegras, sem falta de nada. Atravessar tempos difíceis exige de nós a descoberta e o desenvolvimento de recursos interiores. As tribulações nos tiram todos os pontos externos de apoio: nos sentimos solitários, incompreendidos e injustiçados; perdemos posição, status e privilégios, além de dinheiro e conforto; e descobrimos que as bases onde escorávamos nossa identidade e as fontes de onde tirávamos forças para viver eram falsas ou insuficientes.
Nesse momento, olhamos para dentro e para o alto. E descobrimos uma fé mais amadurecida, que nos aproxima mais de Deus, e recebemos a coragem de continuar vivendo. Estranhamente, vamos percebendo que precisávamos de bem menos do que imaginávamos para a nossa felicidade, até que surpresos, nos deparamos com a sensação de que muito embora o mundo lá fora esteja em convulsão, o mundo de dentro do coração, está em paz e serenidade.
Quando chegamos nesse ponto de integridade (integralidade) é que passamos a desfrutar dos poucos recursos, dos amigos raros e das pequenas alegrias do dia-a-dia como suficientes para a felicidade. Aí sim, somos homens e mulheres de verdade. Construídos na forja das tribulações. Livres das ilusões. Prontos para viver, dar e construir.


terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Frustração: uma guerra interior (por Tais Machado)



por Tais Machado

Frustração é o estado que fico quando não tenho o que gostaria, quando me deparo com um obstáculo, externo ou interno, que me priva de satisfazer um desejo acalentado.
Frustro-me quando mergulho na ilusão, enganando-me com a expectativa, defraudando meus próprios castelos de areia.
Não gosto da frustração, pois ela me remete às falhas que nego ou tento esconder. Engasgo com o desgosto, ao ver que as coisas não saíram como eu pretendia, e o resultado é algo aquém dos meus sonhos, quase sempre infantis.
Lidar com a frustração é encarar uma guerra, de quem pretende ser onipotente, mas perde. Perder é amargar uma derrota do orgulho, é ferida narcísica, é manha de ser um ser mimado que não quer deixar esse lugar.
Pensar na frustração é ter que rever minhas idealizações. Trata-se de enfrentar o espinhoso trabalho de desidealizar, desmascarar a ingenuidade preguiçosa e covarde a que me apeguei, e ter que lidar com a realidade dura, por vezes cruel. Aí não há espaço para nutrir perfeccionismos doentios, alimentado pelo autoengano do “eu consigo”, “só os fracos desistem” torna-se o mantra da infeliz teimosia.
Apesar de eu evitar com toda minha força a colisão com o muro das ilusões, ela acontece, e aí sobram ruínas. E aí, tomo fôlego pra construir novos muros parecidos? Mais do mesmo?
“Pretensiosos e arrogantes vestem-se com os insultos da última moda. Mimados e fartos, enfeitam-se com as tiaras da tolice” (Sl 73.6-7 – A Mensagem). Quem sou eu de fato? Por detrás de dispositivos internalizados, disfarces e ataduras, o que sobra?
Desejo olhar, mas desejo também um olhar misericordioso. Quero a coragem de não fechar os olhos, mas também a audácia de não me acomodar na autocontemplação vaidosa. Que a compaixão e a sabedoria me guiem, afinal, como dizia Martin Buber, “existe uma autocontemplação estéril, que não leva a lugar nenhum, somente à tortura de si mesmo”.

Fonte: Blog Editora Mundo Cristão

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Os anjos humanos (Tema: Cristianismo)


Alguém aqui já foi ajudado por um outro ser humano? Me refiro a algo fora do comum... a casos em que vc acha que a pessoa é um anjo, ou ao menos está agindo como um, Você já viveu isso?
São pessoas com amor e desprendimento que nos ajudam a atravessar nossos momentos mais difíceis na vida. Você pode me contar algum caso desse tipo?
Eu tenho a tese de que embora tenha anjos ao dispor, Deus gosta de se valer de homens para fazer esse serviço angelical. Isto releva uma estranha, e pra mim incompreensível, confiança dEle em sua criação mais complexa e desobediente: o ser humano.
Por mais que os homens "pisem na bola", quando tomo conhecimento do quanto homens e mulheres de bom coração se saem bem aqui e ali, entendo, ainda que de forma enevoada, a razão pela qual o Pai insiste em nós. De alguma forma Ele nos revela, ao nos usar, que é possível. Que ele confia em nós.
A quantidade de acertos, pequena, frente a de erros humanos, enorme, me deixa confuso, mas a insistência de Deus nesse esforço me enche de fé e confiança, não minha, mas dEle, em que podemos ser bem melhores do que somos.
As exceções, esses anjos humanos, para mim nao confirmam a regra (o comum de ver) de que o homem tem muito mal dentro de si. Para mim, isto é a prova de que existe a possiblidade de um novo caminho, diferente, para todos que se deixarem "contaminar" pela contra revolução do bem.
Essa expectativa de que os homens possam melhorar a si e ao redor tem a ver com o texto de Salmos:

"Os céus são os céus do SENHOR; mas a terra a deu aos filhos dos homens."
Salmos 115:16

Esta é nossa terra, vamos por ordem nela!
Como dizia Gandhi: "Seja a mudança que quer ver no mundo".
Sim, este texto é também para convidar vc para se tornar, tanto quanto puder, no anjo bom que alguém está precisando.
É um serviço "sujo", isso de contestar o egoísmo, individualismo e materialismo reinantes no planeta, mas alguém tem que fazê-lo. Por que não você?
Por que não só um pouquinho que seja?
Experimente.
Deus conta com nossas mãos para consertar o planeta.