segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

TESTE: Demitido ou Promovido? O que vai acontecer com você em 2013.



1. Se você fosse o dono da empresa onde trabalha, e sabendo como você é como empregado, você se contrataria?
A. Sim, claro!
B. De jeito nenhum!
C. Talvez.
D. Sim, mas iria exigir algumas mudanças/melhorias.

2. Quando surge alguma coisa que ninguém sabe resolver no seu trabalho, você é a pessoa que:
A. Os demais, normalmente, o procuram para dar a solução.
B. Criou o problema.
C. Diz que não sabe e que não é responsabilidade sua.
D. Procura alguém que sabe resolver.

3. No horário de trabalho, você:
A. Mostra para os seus chefes como fazer as redes sociais aumentarem o lucro da empresa.
B. Acessa redes sociais sem qualquer constrangimento (ou escondido).
C. Olha as redes sociais de vez em quando.
D. Não olha nada, a não ser na hora do almoço.

4. Sobre a velocidade na qual você tem aumentos de remuneração ou promoções, você:
A. Não se preocupa com isso, mas apenas em fazer bem o seu trabalho e ser útil à empresa.
B. Se sente injustiçado, pois seu talento já deveria ter sido reconhecido.
C. Acha que está indo mais devagar do que gostaria.
D. Acha que a situação é razoável. Está otimista.

5. Os problemas do seu cotidiano pessoal:
A. São mais uma motivação para você se superar no trabalho.
B. Interferem no seu trabalho e são assunto nas suas conversas com colegas.
C. Afetam um pouco o seu trabalho.
D. Não deixa que interfiram na sua produtividade.

6. Os assuntos relacionados a sua empresa, mas não relacionados as suas funções imediatas:
A. Você conhece bem e até já deu algumas sugestões aos seus superiores.
B. Não são problemas seus.
C. Você conhece por alto, mas não se aprofunda.
D. Você conhece, lê e se interessa por qualquer assunto relativo à empresa.

7. Dar desculpas falsas, usar atestados falsos para não ir ao trabalho, usar ou levar material da empresa para fins pessoais, mentir, fazer fofocas, enrolar, só trabalhar com afinco se estiver sendo vigiado, são comportamentos:
A. Que não fazem parte da sua vida.
B. Comuns e naturais.
C. Que acontecem com alguma frequência com você.
D. Que só acontecem com extrema raridade.

8. Considerando-se as qualidades de ser trabalhador, de ter energia, disposição e comprometimento, você:
A. Trabalha acima da média.
B. Está bem abaixo da média.
C. Trabalha um pouco abaixo da média.
D. Trabalha como a média das pessoas.

9. Quando suas tarefas estão em dia:
A. Você toma a iniciativa de oferecer ajuda aos colegas que estão com dificuldades.
B. Isso é muito raro; geralmente não estão em dia.
C. Você descansa, pois cada um que cuide do seu próprio trabalho.
D. Você descansa, mas se for solicitado ajuda os colegas.

10. Quando o assunto é: cursos, palestras, aperfeiçoamento, pós-graduação, MBA, eventos profissionais e feiras dentro da sua área de atuação, você:
A. Está sempre procurando se instruir.
B. Nem procura saber, pois não tem tempo para essas coisas.
C. Faz um, vez ou outra.
D. Faz quando solicitado/pago pela empresa.

11. Quantos livros sobre sua área de atuação você já leu este ano?
A. Vários. Sou uma “esponja” de conhecimentos.
B. Nenhum.
C. Só li os que fui obrigado.
D. Alguns.

12. Se você fosse demitido hoje, sua empresa conseguiria substitui-lo(a):
A. Com muita dificuldade, já que é raro encontrar pessoas com suas habilidades.
B. Facilmente.
C. Em pouco tempo.
D. Com dificuldade ou demora razoável.


SOMA DOS PONTOS

Marque com X a tabela abaixo, de acordo com as respostas que você assinalou:

Questão
A
B
C
D
1




2




3




4




5




6




7




8




9




10




11




12




Total






Para cada letra marcada, atribua a seguinte quantidade de pontos: A = 7, B = 1, C = 3, D = 5. Multiplique a quantidade de letras marcadas pelos pontos correspondentes, depois some tudo e ache o seu total geral.

GABARITO

Até 20 pontos – Se você ainda não foi demitido, prepare-se! Isto está prestes a acontecer. Seu modo de agir no trabalho não é o que as empresas procuram. Mas, talvez, ainda haja tempo de você reavaliar sua conduta e assumir uma nova postura. Se continuar como está, é certo que dificilmente conseguirá se firmar em algum emprego.

Entre 21 e 45 pontos – Provavelmente, seu patrão está procurando alguém para colocar em seu lugar. Não que você seja totalmente ruim, mas está abaixo do padrão médio. Que tal mudar essa situação enquanto ainda há tempo? Busque aperfeiçoar-se, aprender com quem está no topo, assumir uma conduta de vida que faça com que as pessoas o admirem. Torne-se alguém imprescindível para sua empresa! Se o problema é dinheiro, existem muitos cursos bons e gratuitos por aí, é só procurar. Se for falta de tempo, reorganize sua vida e suas prioridades. Se for falta de motivação, encontre pessoas de sucesso e mire-se nelas.

Entre 46 e 61 pontos – Você é um bom funcionário.  Está na média razoável e tem boas qualidades. Se não houver alguém acima da média na fila, é provável que você um dia alcance uma promoção, ou permaneça no mesmo cargo até se aposentar. Mas o mercado está ganhando, a cada dia, mais e mais pessoas qualificadas, acima da média, cheias de vitalidade e vontade de vencer. Então, recomendamos que você não se acomode, pois da noite para o dia a situação pode mudar. Faça uma análise profunda para descobrir o que falta para você se tornar alguém acima da média. Talvez seja muito pouco. Então, que tal arregaçar as mangas e seguir rumo ao sucesso? Pelo que já vem mostrando, é certo que potencial você já tem.

De 62 pontos em diante – Você é o funcionário (e até o sócio!) que as empresas procuram! Pessoas como você são raras e, em geral, as que galgam os mais altos patamares na carreira. Parabéns! Esperamos que você seja uma pessoa de visão, um funcionário bem qualificado e de muito sucesso, sem jamais perder a humildade de quem sabe que seres humanos são mais importantes do que números, e que a vida é um aprendizado, e nós, os eternos aprendizes.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Check-list de Véspera de Prova

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Check-list de Dia de Prova

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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

FRUSTRAÇÕES NO SERVIÇO PÚBLICO



Vários são os servidores públicos que compartilham comigo sua dor e frustração. A impotência diante dos desmandos, a falta de valorização, a corrupção, a nefasta influência do aparelhamento político, o comando por estúpidos apadrinhados que não entendem nada e todas as outras questões que você, certamente, sabe como é. Em meio a esse cenário, claro que existem bons chefes e excelentes profissionais ocupando cargos em comissão, mas não vamos fechar os olhos. Não adianta tentar ser politicamente correto, ou simpático, e fingir que não temos um problema que nós temos. Isso para não falar dos fofoqueiros, invejosos, das “panelas” etc. E pior é que, às vezes, o “sistema” nos reserva o indesejável papel de ser o capitão do mato, ou o carimbador, ou apenas aquele que dá ares de legitimidade ao que é imoral e ilegítimo. Caio Tácito disse certa vez que a arte da tirania é se valer de juízes ao invés de soldados... E isso acaba valendo para muitos cargos dentro do serviço público. E muitos se veem sem opção, sem saída. Bem, o que posso e vou fazer hoje é dizer como eu me protejo disso.
Primeiro, eu penso o seguinte: minha relação com o Estado é uma, com os idiotas no poder é outra (não há só idiotas, eu repito), mas com as pessoas é ainda outra. Por mais difícil que seja, tento praticar o que recomenda Efésios 6, versos de 5 a 10.
Vós, servos, obedecei a vossos senhores segundo a carne, com temor e tremor, na sinceridade de vosso coração, como a Cristo; Não servindo à vista, como para agradar aos homens, mas como servos de Cristo, fazendo de coração a vontade de Deus; Servindo de boa vontade como ao Senhor, e não como aos homens. Sabendo que cada um receberá do Senhor todo o bem que fizer, seja servo, seja livre. E vós, senhores, fazei o mesmo para com eles, deixando as ameaças, sabendo também que o Senhor deles e vosso está no céu, e que para com ele não há acepção de pessoas. No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. (Efésios 6:5-10)
Segundo, penso na ideia do metro quadrado. Eu cuido do meu metro quadrado. Nele o serviço público haverá de ser honesto, eficiente, educado, humano. Como dizia Theodore Roosevelt, devemos fazer o que podemos, com o que temos, onde nós estamos. Pus isso tudo no site www.revolucao.info – e tento fazer o melhor. Então, trabalho para que aquele que “cair nas minhas mãos” se considere uma pessoa de sorte. Esta pessoa terá o melhor que eu puder oferecer. De modo que tenho uma Vara elogiada, uma equipe formidável etc.
Ainda não cheguei no nível que gostaria, nem como cristão nem como servidor, mas tento. Acho que é o que nos resta, nos cabe, nos consola. Espero que você possa ficar feliz cuidando do seu metro quadrado. Estou certo que assim como o desânimo, a motivação também é contagiosa. Creio que podemos inocular noutros esse pedaço de sonho, de metro metro quadrado. Mas o que temos nós a oferecer senão isso: um metro e um ideal, por mais quimérico e utópico que seja. A utopia nos protegerá do desencanto. Ou, como já me disseram ao tratar de dúvidas sobre a fidelidade amorosa do parceiro, “é melhor viver iludido do que desiludido”. Eu convido você a ser extremamente ciente de tudo quanto aos fatos, mas se mantendo um sonhador quanto ao que fazemos. Cuide do seu metro quadrado e pronto.
Ainda existe um terceiro consolo, menos nobre, mas não menos respeitável: dali tiramos nosso sustento. Portanto, que levemos para casa o “leite das crianças” e honremos as calças que vestimos.
Mas me permita contar algo que aconteceu quando eu era Delegado de Polícia na 17ª D.P., em São Cristovão, há exatos 20 anos, em 1993. Houve um acidente de trânsito com um ônibus e eu, entusiasmado, infante, 1º colocado do 1º concurso externo para Delegado em talvez uns 20 anos, naturalmente, ia aos locais de homicídio, acidente, tudo que tinha “direito”. Vivi algumas histórias interessantes. Aprendi a valorizar mais a vida vendo como ela escapa da mão num segundo, num atropelamento, ou acidente, ou roubo, ou vingança. Vi como é difícil aplicar nossas leis em situações reais. Vi uma mãe me pedir para praticar o que seria um abuso de autoridade, deixando seu filho passar uma noite na cadeia (na antessala dela, para ser mais exato), e lhe disse que não, mesmo achando, em meu íntimo, que a sabedoria materna não estava falhando; descobri, depois de algum tempo, que o melhor policial de minha equipe era um X-9, e o quanto seria complicado resolver isso. Enfim, foi um período bem interessante.
Mas porque conto isso? Volto ao acidente. Quando cheguei um Oficial do Corpo de Bombeiros, capacete branco, ao mesmo tempo profissionalmente calmo, mas humanamente angustiado, uniforme tingido de sangue, retirava do ônibus uma criança de talvez um ano e meio ou dois. Ele olhou para mim e disse: “A gente ganha mal e ainda tem que ver isso, criança sangrando”. Ele fez o que devia, e partiu sem que eu pudesse fazer nada senão compartilhar um olhar triste. Sua frase me acompanhou semanas, talvez meses, me torturando. Ela tinha uma dose de verdade que me angustiava. Finalmente, um bom tempo depois, me veio à mente a resposta que faltou naquele instante: “Não, Oficial, a gente ganha mal, mas pode ajudar uma criança sangrando”. Infelizmente não tive tirocínio para ter esta resposta à mão, ou, melhor, na ponta da língua, para consolar aquele modesto herói incomodado. Mas guardo essa resposta cada vez que ser servidor me incomoda. Não me considero nenhum herói, anoto, sou apenas mais um metro quadrado, e nem mesmo dos melhores, mas tento.
Eu sei de um amigo com tais frustrações. Ele, Delegado, já salvou duas pessoas sequestradas, cujo local de cativeiro estourou, salvado as vítimas, depois de se sair bem no prévio tiroteio. Os sequestradores de fuzil, os policiais, nem tanto. Isso não é coisa de capitão do mato, com certeza. Quando me dói ser juiz, eu fico a me recordar dos tiros certeiros, das decisões nobres, das pessoas que resgatei dos tipos de cativeiro que eu tenho poder para, às vezes, tirar alguém. Ganha-se mal, meus caros amigos, mas podemos ajudar – lá, muito de vez em quando – alguma gente. Que isso nos sirva de consolo. E que não desanimemos: um dia retomaremos o serviço público dos incompetentes, dos omissos, dos tíbios, e o devolveremos ao povo, finalmente.