quarta-feira, 26 de junho de 2013

Resposta à Carta Aberta à Polícia (por um Policial)


Amigos, 
No dia 21/06, publiquei uma carta aberta à polícia e a quem a comanda comentando sobre minhas impressões em relação aos movimentos que vêm eclodindo na sociedade. Recebi, no mesmo dia, uma mensagem muito sincera à minha carta. Transcrevo-a em seguida, pois valorizo muito o diálogo e repiso a importância de conhecermos os diversos pontos de vista de qualquer tipo de debate. Lembro a todos que sou ex-policial, amo e respeito essa atividade, que publico vários livros direcionados especialmente para a atividade policial. Minhas cobranças são exatamente para que a polícia seja do povo, para "servir e proteger".
                Fico muito feliz quando recebo respostas e comentários.


Resposta à Carta Aberta à Polícia
Doutor William Douglas,
Escrevo para pedir ao senhor que não faça coro aos ingênuos ou mal intencionados que criticam a atuação policial.
Não é tão simples como o senhor disse, em sua carta aberta, controlar os manifestantes. Gostaria de lembrar que os policiais estão lá por 5, 6 horas ou mais sob intenso estresse; que os manifestantes são dezenas ou centenas de milhares; que estão espalhados por diversos pontos da cidade; e que, durante uma batalha campal como temos visto, as coisas são bem menos claras que olhando pela tela da televisão.
O dever de manter a situação sob controle torna muito diferente a conduta do policial da conduta do mero espectador. Diferente do que tem propagado a mídia, os violentos não são tão poucos. É possível identificar centenas deles pela tevê. Além disso, está comprovado que há gente contratada – como o incendiário do Itamaraty – atuando. Estão organizados e utilizando táticas para dificultar a ação policial (como comprova o documento distribuído aqui em Porto alegre).
Talvez as pessoas tenham uma imagem por demais fantasiosa do policial; ele é uma pessoa comum, com algum nível de treinamento (maior ou menor conforme a função), sujeito a falhas como todos. A desproporção entre o número de policiais e manifestantes e a falta de meios adequados são tremendas. O senhor bem sabe que em nenhum país desenvolvido seriam admitidas as ações criminosas que têm ocorrido contra as instituições e prédios públicos.
O senhor, defensor da justiça desde sempre, não pode fechar os olhos para a gravidade da situação que estamos vivenciando. Peço que o senhor reflita sobre a viabilidade da conduta policial solicitada e compare com o que ocorre nos países desenvolvidos em situações similares.
Se possível for, mesmo que em momento futuro, converse com algum oficial do Batalhão de Choque para ter a perspectiva dele.

São os pedidos de um admirador seu,
Rodrigo
Policial Rodoviário Federal/RS

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Carta Aberta à Polícia (E A QUEM A COMANDA)


Sou ex-Delegado de Polícia, atualmente juiz federal, mas também professor e cidadão, e, mais que tudo, pai de família. Meus alunos e meus filhos têm o direito de irem às ruas e não serem tratados como bandidos apenas por fazerem uso de seus direitos constitucionais. Igualmente, eu e todos os demais brasileiros temos direito a uma Polícia que prenda os arruaceiros, depredadores e vândalos. Por isso, eu realmente gostaria que vocês aprendessem a diferenciar os dois grupos. Não é tão difícil, asseguro.
É tão simples distinguir que é possível que o problema seja de comando. A quem interessa confundir os dois grupos? Não faz sentido a Polícia ficar quieta contra vândalos e atacar estudantes em movimento pacífico! O dever da Polícia é proteger a população e os bens, assim como prender quem estiver violando a lei. Quem comanda, comande isso, oriente e treine a tropa.
A explicação é simples:
(a) quem estiver jogando pedras, queimando, depredando ou incendiando é vândalo, por favor prendam (fazendo apenas uso da força necessária para tal) e levem para a Delegacia Policial mais próxima;
(b) quem estiver caminhando e cantando, sem violência, é estudante (seu filho, talvez), é cidadão (como você é também), é gente cansada de corrupção, de ser feito de tolo, de ver o dinheiro de hospitais e escolas irem, bem, todo mundo sabe para onde está indo.
Dentre as coisas que faltam, uma delas é a Polícia (E QUEM A COMANDA) fazer seu trabalho com os bandidos e cumprir seu dever moral com as pessoas de bem, estejam em casa ou na rua.
Dentre outras coisas que faltam, acrescento: lugar de deputado, senador, ministro e presidente tratar da saúde é no SUS. E o lugar dos filhos deles estudarem é na escola pública. Simples assim. E que pais e filhos usem transporte público (sem carro oficial). Rapidamente, o SUS, escolas e transportes públicos ficarão muito bem, obrigado. O povo todo, porém, deve entrar na onda e não participar mais do “jeitinho”, do "por fora", da sonegação, do voto em troca de mariolas. Enfim, quem sabe não chegou o tempo em que vamos passar o país a limpo? Sem violência, claro, no bom sistema que Jesus, Gandhi, Luther King Jr e Mandela utilizaram.
Aproveito também para sugerir que os partidos políticos levem suas bandeiras não para as ruas, de forma oportunista, mas para as casas legislativas e façam lá a limpeza que o povo está pedindo de forma pacífica e democrática. A rua é do povo, é “a maior arquibancada do país”. Não é lugar, hoje, de políticos: vocês têm mais o que fazer, façam: acabem com seus privilégios de elite francesa antes da Queda da Bastilha. Ah, sim, e voltando à Polícia (e a quem a comanda): aprendam a distinguir os grupos e a tratar cada um deles com o respeito que fazem por merecer. 
Assina,
William Douglas, juiz federal, professor e pai.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Lei Geral dos Concursos, JÁ!


Caros amigos,

Precisamos conhecer e divulgar bastante esse assunto. Peço a ajuda de vocês repassando, compartilhando etc., em prol do concurso público (e dos concurseiros), mas, mais ainda, em prol de um serviço público melhor para todos os brasileiros.
Foi publicada no Correio Braziliense (na edição do dia 04/06/2013, Capa e Pags. 8 a 12) matéria que, além de criticar a falta de uma lei regulamentadora dos concursos públicos, cita o Projeto de Lei nº 74/2010 - Lei Geral de Concursos Públicos, que tramita hoje no Senado Federal.
Amigos do mundo dos concursos, essa lei será muito boa para todos: concurseiros, professores, empresários da área de concursos e sociedade como um todo. A matéria deverá ser votada na quarta-feira da semana que vem, dia 12/junho, às 10h00 da manhã. Vamos tentar pressionar a CCJ a aprovar o projeto, com a presença massiva de concurseiros.
Para que vocês saibam, já discutimos todo o projeto com o Poder Executivo, a fim de evitar vetos na hora da sanção. O apoio de todos agora pela aprovação do projeto é fundamental, meus amigos. Para isso, precisamos divulgar entre os candidatos a tramitação dessa matéria.

Segue o link com o texto da matéria no jornal de hoje:

Segue o link com o texto do substitutivo ao projeto de lei que será votado no dia 12/6/2013 (será aprovado o texto do substitutivo, a partir da pág. 10 do PDF):

Vamos divulgar entre todos os concurseiros e conclamá-los a comparecer à reunião da CCJ em apoio à aprovação do projeto. Divulguem em seus cursinhos, editoras, sites de internet e redes sociais. Vamos fazer barulho, pessoal. Sugiro a elaboração de cartazes com o seguinte texto:

PLS 74/2010 - LEI GERAL DE CONCURSOS PÚBLICOS JÁ!

Abraços a todos!
William Douglas
Juiz Federal/RJ, professor, escritor, pós-graduado em políticas públicas e governo, Mestre em Direito
 

terça-feira, 4 de junho de 2013

Meu aniversário

Agradeço a todos os votos de felicidades por conta de meu aniversário. E, repito, estou pedindo presentes! Não vai te custar nada...
Nada senão a disposição de se mexer e abrir mão daquilo que não está usando mais. Brinquedo, roupa, CD, livro.... não usa, doe.
Você irá fazer um bem a alguém e a si mesmo. Pessoas generosas têm, provado por várias pesquisas, mais felicidade, saúde e bem estar emocional. Ao lado disso, o princípio do vácuo ensina que para surgir o novo é preciso abrir mão do antigo.
Crie o bem, faça o bem a si mesmo... doe, presenteie.
E se resolver me dar o presente de dar de presente a alguém algo que não usa mais, por favor me conte como foi.
Vou gostar de ler.
Abcs e
Feliz Sempre para todos.