terça-feira, 28 de outubro de 2014

Após as eleições, eu te digo: ÂNIMO! [POLÍTICA, ATUALIDADE]



Você votou em Dilma, Aécio ou em ninguém?
Se você votou na Dilma, parabéns pela vitória. O Brasil conta com sua ajuda para que ela consiga cumprir as promessas que fez. Ajude-a. Ficar tripudiando sobre quem perdeu é desperdício de energia. É hora de mostrar que ela foi mesmo a melhor escolha. Peço que leia até o fim, pois falarei com você de novo.
Se você votou no Aécio ou em ninguém, já estava desanimado antes da eleição ou ficou desanimado com o resultado dela. Parabéns também! Seja como for, só temos um cargo de Presidente da República e a ocupante do cargo está escolhida pelos próximos quatro anos. Tendo votado, ou não, nela, Dilma agora nos representa. O que sugiro, então? Ajude a Presidente, e leia até o final este meu texto, pois falarei mais sobre sua frustração.
Entendo que muitos estejam frustrados, inclusive eleitores da Dilma. Tenho lido isso nas redes. Realmente, não dá para ficar feliz vendo tanta corrupção, aparelhamento e coisa erradas. Pior ainda, não sei se é sua opinião, mas não é que não haja uma multidão querendo mudanças, muitos apenas não confiaram em que a outra candidatura não cometeria os mesmos erros. O número de votos brancos, nulos e abstenções revelam que essa desesperança é grande. Isso de que “corrupção tem em todo lugar” é um absurdo, o que todos deveriam dizer é que não podemos aceitar corrupção em lugar nenhum.  Deixe-me falar dos dois lados da moeda. Peço que leia os dois.
Primeiro lado
Talvez você se preocupe, como eu, com o quanto se gasta (a meu ver, mal) em acordos comerciais feitos com Cuba, Bolívia, Venezuela etc. Certamente você não está feliz com Abreu Lima, Pasadena, com os estádios da Copa, as promessas não cumpridas, o petrolão etc. Eu também não.  Talvez você compartilhe outras preocupações como as que tenho, que tratam de não exigir visto de países com histórico de terrorismo e dificuldades criadas para comunidades terapêuticas de cunho religioso etc. Além disso, ainda temos a falta de crescimento econômico, o risco de perseguição a quem produz, preconceitos contra a riqueza etc. Dizer que o país está bem manipulando números não funciona, não é autossustentável. É preciso coragem para mudar em prol do país, e não em prol das próximas eleições. Também temo por tudo isso, também me enojo, também me irrito. Talvez esteja irritado com a influência dos programas sociais na votação (falarei mais sobre isso adiante). Bem, este é um dos dois lados. 
Segundo lado
Como venho dizendo desde antes do primeiro turno, é numericamente verificável que apesar de todas as mazelas, tivemos grandes progressos na área social. Posso afirmar sem medo de errar que coisas que eu desejo muito aconteceram. Se os programas que estão dando certo são do PT ou se tiveram origem no PSDB é o de menos. Para mim, são do Brasil, antes de tudo. O que conta para mim é que estão crescendo. Prouni, Ciência sem fronteiras, Pronatec etc. são coisas boas; o PT faz mais concursos públicos que o PSDB, preenchendo mais as vagas previstas em lei. E servidores são necessários para que os serviços públicos sejam prestados. A qualidade dos serviços tem que melhorar, mas para isso tem que haver concursos. O PT paga melhor aos professores universitários que o PSDB. O PT se preocupa mais com os negros, uma das causas sociais que escolhi. Eu sou a favor das cotas nas universidades e das bolsas (para estudo), e contra nos concursos (meritocracia plena), embora saiba que é tema polêmico. Porém, o fato é que o PT se preocupa mais com os negros que o PSDB. Não só pelas cotas, mas com atividades como a da Educafro (onde sou militante) e de tantos outros, o fato é que em dez anos colocamos mais negros nas universidades do que nos primeiros 500 anos do país. O Bolsa Família tem uma série de melhorias a serem feitas, temos que criar portas de saída, fiscalizar melhor etc., mas que ajudou a reduzir a miséria, ajudou. Eu não quero viver em um país com fome e injustiça, com miséria, e nisso progredimos bastante. O que eu quero dizer para você que está frustrado é: quem ganhou tem coisas boas, vamos acreditar e apostar nelas.
Lembremos que o que sangra o país não são os programas sociais, desde que feitos com seriedade e com mais portas de saída do que de entrada. O que sangra o país é a corrupção. A do político que desvia dinheiro público mancomunado com empresários; a dos empresários que exploram o próximo; a dos pobres e apadrinhados que querem viver eternamente de verbas públicas; a de pobres que mentem nas varas trabalhistas, que fraudam o seguro-desemprego ou o Bolsa Família etc. A de ricos e pobres que fraudam a Previdência, os concursos, as licitações etc. O mal está aí, o mal não está em enfrentar a miséria e a falta de educação.
Quanto às escolhas feitas pelo país nestas eleições
Sei que muitos falam do voto de cabresto etc., mas continuo entendendo que para quem tem necessidades imediatas faz todo sentido votar em quem as atende. Mais do que isso, não são apenas os pobres que votaram assim, conheço muito “Doutor” que votou com essa lógica. Assim como conheço muita gente que votou no PT por causa das conquistas sociais e pronto. Se ricos, professores, doutores, empresários, sindicalistas, religiosos, ativistas etc. votam em quem mais cuida dos seus interesses, não entendo porque o pobre beneficiado por programas sociais não poderia fazê-lo. 
Minha esperança é que os partidos ouçam a voz das urnas. Que o PT olhe para os Estados onde Aécio venceu e aprenda as lições disponíveis; que o PSDB seja mais eficiente nos programas sociais, aprendendo a lição de que os pobres prestam atenção em quem faz mais por eles. Se alguém não gostou dos resultados, que no seu metro quadrado contribua para melhorar a educação e a cultura do povo, assim a coisa melhora. É essencial ouvir e respeitar todos os brasileiros, desde o empresário até o empregado, do LGBT ao evangélico sem esquecer os católicos, espíritas e umbandistas, os do Sul e os do Norte, os brancos e os negros, os pró-Dilma e os pró-Aécio, e os pró-voto nulo. Se os partidos não fizerem isso, se preferirem tentar extrair vantagens dessa guerra de tribos, todos perderemos. A surdez dos partidos só irá aprofundar a crise, as dissensões e a multidão de votos nulos, brancos e abstenções, desmoralizando o sistema.
Lembremos que este é um só país, e que apenas vai sair do atoleiro e crescer se todos os homens de bem agirem de boa-fé e com trabalho sério. E você? Faça sua parte, cuide do seu metro quadrado, é por onde eu começaria. Fé e trabalho a tudo superam. Fé em você, no país, na ética, no trabalho e, para quem a tem, fé em Deus. E muito trabalho, claro. É o trabalho que cria riqueza. Vamos trabalhar e ensinar a trabalhar, vamos dar emprego e oportunidades de estudo, trabalho e empreendedorismo (que gera empregos, tributos, atividade econômica etc.).
Enfim, qual a solução?
Não desanimar e trabalhar. E aí, me permitam citar Eduardo Campos: não vamos desistir do Brasil. Não desista nem de você, nem do seu país. Vamos cobrar dos eleitos de todos os partidos que cumpram suas promessas. Vamos cobrar que todos sejam tão honestos e que combatam a corrupção como disseram que são e fazem. Não vamos aceitar a corrupção. Vamos fazer as reformas que o país precisa. A política, a tributária, a trabalhista mas, de todas, a maior delas, a moral, a ética. Ética é, como disse um senador que admiro, “ser contra a injustiça mesmo quando ela nos beneficia e a favor da justiça mesmo quando ela nos atrapalha”.
Há pessoas boas, capazes, de boa-fé e confiáveis em todos os partidos, vamos apoiá-las. E vamos aborrecer e atrapalhar o máximo que pudermos a ação dos maus, fazendo isso pela força da palavra, da atitude e da ação.
Conclusão
Termino citando três homens fantásticos.
Primeiro, Gandhi: “Seja a mudança que quer ver no mundo”.
Segundo, para os corruptos, cito Caio Fernando Abreu: “Desculpa, mas eu só desisto das coisas que não me interessam mais. [...] o seguinte, meus senhores: não vamos enlouquecer, nem nos matar, nem desistir. Pelo contrário: vamos ficar ótimos e incomodar bastante ainda.” 
Terceiro, para todos, cito Jesus: “A vida do homem não consiste na abundância dos bens que possui”, “de nada adianta ganhar o mundo e perder a paz” e, por fim, “trate o próximo como gostaria de ser tratado”.
Atenciosamente,
William Douglas

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Cinco Pontos de Uma Visão Bíblica sobre Ética na Política (por Augustus Nicodemus) [QUALIDADE DE VIDA]

por Augustus Nicodemus


1) Toda autoridade procede de Deus (Romanos 13). Os governantes são vistos como servos de Deus neste mundo, para através da política e do exercício do poder promover o bem comum, recompensar os bons e punir os maus. Como tal, haverão de responder diante de Deus pela corrupção na política, pela insensibilidade e pelo egoísmo. A visão do cargo político como sendo uma delegação divina desperta no povo o devido respeito pelas autoridades, mas, ao mesmo tempo, produz nestas autoridades o senso crítico do dever.
2) Por outro lado, a Escritura não reconhece “o conceito da soberania absoluta do Estado, “um produto do panteísmo filosófico alemão” (Abraham Kuyper, 2002, p. 96) e nem o conceito da soberania absoluta do povo, conforme defendido pela revolução francesa. O poder reside em Deus. Tanto o poder do Estado quanto do povo são delegados por ele visando a organização da humanidade. Como consequência, nenhum ser humano tem poder sobre seus semelhantes, a não ser quando delegado por Deus, ao ocupar um cargo de autoridade. Portanto, é antibíblica toda opressão política à mulher, ao pobre e ao estrangeiro, todo sistema político que produza escravidão, todo conceito de castas e qualquer distinção entre sacerdotes e leigos.
3) Já que o poder não é intrínseco ao ser humano, mas uma delegação divina, deve-se resistir pelos meios corretos a quem exerce o poder político em desacordo com a vontade de Deus. Esta vontade divina para os governantes se encontra claramente expressa na Bíblia, como por exemplo, nos Dez Mandamentos. Entre eles encontramos proposições como “não furtarás”, “não dirás falso testemunho”, “não matarás”. Esses mandamentos refletem absolutos éticos presentes em todas as civilizações, em função de todos os seres humanos levarem em sua constituição a imagem e semelhança de Deus – com maior ou menor precisão, em função da imperfeição moral existente na humanidade. Nenhum governante tem imunidade contra a Lei de Deus. Resistir à corrupção na política é dever de todos e a vontade de Deus para cada pessoa.
4) A corrupção na política é vista na Bíblia como tendo origem primariamente no coração dos seres humanos. A Bíblia afirma que não há sequer uma pessoa justa neste mundo. “Todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Romanos 3.23). Jesus Cristo disse que é do coração dos homens e das mulheres que procedem “maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias” (Mateus 15.19-20). Quando a causa é identificada, há condições de se buscar o remédio adequado. Aqui se percebe a insuficiência de éticas humanistas reducionistas, que analisam apenas aspectos sociológicos e antropológicos da corrupção na política, deixando de incluir a dimensão pessoal: egoísmo, maldade, crueldade, despotismo, avareza, inveja, cobiça. As Escrituras pregam uma conversão interior dos governantes e dos governados a Deus, que se arrependam do mal e pratiquem obras de justiça.
5) Por fim, a Escritura nos ensina, ainda que de forma indireta, o conceito de graça comum (concedida a todos). Há princípios gerais estabelecidos por Deus que, se seguidos e aplicados, produzirão a ética na política. Deus abençoa a humanidade em geral com virtudes e qualidades, independentemente das convicções religiosas e políticas das pessoas. É por este motivo que encontramos quem se professa cristão e não tem ética, e encontramos a ética funcionando pelas mãos de quem não se declara cristão. Ao reconhecer a graça comum de Deus, o cristão entende que o caminho para a ética na política não é necessariamente colocar em cargos políticos quem se professa cristão, mas contribuir para que os princípios de igualdade, justiça, honestidade, verdade, transparência, equidade, misericórdia e outros acima mencionados sejam reconhecidos e exercidos por todos, independentemente da convicção religiosa.

Uma Bondade Silenciosa (por Max Lucado) [ESPIRITUALIDADE]

Sejam bondosos e compassivos uns para com os outros,
perdoando-se mutuamente, assim como Deus os perdoou em Cristo.

Efésios 4.32


 por Max Lucado


Qual é o seu quociente de bondade? Quando foi a última vez que você fez alguma coisa boa para alguém de sua família — por exemplo, pegar um cobertor, limpar a mesa, preparar o café — sem que lhe fosse pedido?
Pense em sua escola ou no seu trabalho. Qual pessoa é a mais desprezada e evitada? Um aluno tímido? Uma funcionária mal-humorada? Talvez ele não fale o seu idioma. Talvez ela não se adapte. Você é bom para essa pessoa?
Corações bondosos são silenciosamente bondosos. Eles deixam o carro entrar na sua frente no trânsito e permitem que a mãe de três filhos passe na frente na fila do caixa; pegam o lixo do vizinho que rolou para a rua e são especialmente bondosos na igreja. Entendem que talvez a pessoa mais necessitada que encontrarão naquela semana inteira esteja em pé no vestíbulo ou sentada na fileira atrás deles durante o culto. Paulo escreve: “Portanto, enquanto temos oportunidade, façamos o bem a todos, especialmente aos da família da fé” (Gl 6.10).
E aqui está um desafio: o que dizer de nossos inimigos? Quão bondoso você é para com aqueles que desejam o que você quer ou tiram o que você tem?
  Senhor Jesus, que o teu amor seja aperfeiçoado em mim,
à medida que
eu conceder amor com alegria e liberdade.
Abre minhas mãos para dar
presentes.
Abre meu coração para conceder bondade.
Abre meus olhos
  para derramar lágrimas pelas tristezas dos outros.
Abre meus ouvidos para
 escutar corações feridos.
Fonte: Bom dia! Leituras diárias com Max Lucado

Conselhos de um Cardiologista [ATUALIDADE, SAÚDE]

Recebi recentemente um e-mail com alguns conselhos de um cardiologista. Claro que todo tipo de conselho médico deve ser conversado com um médico, mas vale conferir.

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Quando publiquei estes conselhos em meu site, recebi uma enxurrada de e-mails, até mesmo do exterior, dizendo que isto lhes serviu de alerta.

São eles:
1. Não cuide de seu trabalho antes de tudo. As necessidades pessoais e familiares são prioritárias.
2. Não trabalhe aos sábados o dia inteiro e, de maneira nenhuma trabalhe aos domingos.
3. Não permaneça no escritório à noite e não leve trabalho para casa e/ou trabalhe até tarde.
4. Ao invés de dizer "sim" a tudo que lhe solicitarem, aprenda a dizer "não".
5. Não procure fazer parte de todas as comissões, comitês, diretorias, conselhos e nem aceite todos os convites para conferências, seminários, encontros, reuniões, simpósios etc.
6. Se dê ao luxo de um café da manhã ou de uma refeição tranquila. Não aproveite o horário das refeições para fechar negócios ou fazer reuniões importantes.
7. Pratique esportes. Faça ginástica, natação, caminhe, pesque, jogue bola ou tênis.
8. Tire férias sempre que puder, você precisa disso. Lembre-se que você não é de ferro.
9. Não centralize todo o trabalho em você, não é preciso controlar e examinar tudo para ver se está dando certo... Aprenda a delegar.
10. Se sentir que está perdendo o ritmo, o fôlego e pintar aquela dor de estômago, não tome logo remédios, estimulantes, energéticos e antiácidos. Procure um médico.
11. Não tome calmantes e sedativos de todos os tipos para dormir. Apesar deles agirem rápido e serem baratos, o uso contínuo faz mal à saúde.
12. E por último, o mais importante: permita-se a ter momentos de oração, meditação, audição de uma boa música e reflexão sobre sua vida. Isto não é só para crédulos e tolos sensíveis; faz bem à vida e à saúde.
 IMPORTANTE

OS ATAQUES DE CORAÇÃO

Uma nota importante sobre os ataques cardíacos. Há outros sintomas de ataques cardíacos, além da dor no braço esquerdo. Há também, como sintomas vulgares, uma dor intensa no queixo, assim como náuseas e suores abundantes.

Pode-se não sentir nunca uma primeira dor no peito, durante um ataque cardíaco. 60% das pessoas que tiveram um ataque cardíaco enquanto dormiam não se levantaram. Mas a dor no peito pode acordá-lo de um sono profundo.

Se assim for, dissolva imediatamente duas Aspirinas na boca e engula-as com um bocadinho de água*. Ligue para Emergência (192, 193 ou 190) e diga ''ataque cardíaco'' e que tomou 2 Aspirinas. Sente-se numa cadeira ou sofá e force uma tosse, sim forçar a tosse, pois ela fará o coração "pegar no tranco"; tussa de dois em dois segundos, até chegar o socorro.. NÃO SE DEITE !!!!

Dr. Claudio Domênico

*Converse com seu médico sobre o uso de Aspirinas. O que pode funcionar para alguns, pode ser prejudicial para outros. Nunca se automedique!