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sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Costume de Casa

Enquanto moderador em diversas redes sociais e leitor frequente de mensagens de concurseiros, tenho notado alguns problemas no que diz respeito à leitura, redação e interpretação de texto de grande parte das pessoas. Preocupado com a precarização da língua e crendo que, apesar dela, as redes sociais e a web, de maneira geral, podem ser ferramentas importantes para a preparação, resolvi “puxar as orelhas” dos concurseiros neste artigo que apresento com muito carinho e preocupação.
Para isso apontarei alguns comportamentos prejudiciais, não apenas nas redes sociais, mas também nos concursos que vêm sendo cometidos por ai. Vamos a eles:

- Não ler o enunciado. Cada publicação, por menor ou maior que seja, é como o enunciado de uma prova ou uma questão levantada por seu chefe ou cliente na hora do fechamento daquele importante serviço. Muitas vezes são dadas indicações do que fazer/como participar/qual link seguir e, não raro, surgem comentários perguntando algo que já está escrito no corpo da publicação. Em publicações mais longas as pessoas não buscam complementar a informação. É preciso ATENÇÃO e DISPOSIÇÃO! Não desista de ler só porque é grande, o texto pode conter a chave e as orientações para um trabalho mais eficiente. Ler tudo é essencial, e percebemos que muitos não estão tomando esse cuidado indispensável.

- Erros de ortografia. Redigir de forma correta é importante para as redações, provas discursivas e para ser bem compreendido. Na vida virtual não é diferente. Muitas pessoas têm deslizado no português na hora de escrever só porque é “na internet”. O risco é transferir o erro para uma prova/redação. Como melhorar? Primeiro, ler muito; segundo, tanto quanto puder, estudar português.

- Cuidado com sua letra. Escrever bem é importante, mas tão importante quanto é ter a letra legível! Nas redes sociais também é possível ter uma “letra bonita”, um exemplo disso foi trazido por minha assessoria, em média, 4 comentários em cada publicação são marcados como SPAM – pela própria rede social – por escreverem TUDO EM CAIXA ALTA.

- Abreviações. Embora normais dentro da internet, elas são totalmente proibidas em redações e provas. Exemplos: "ñ", "tb", "q", "vc", "pq" e por aí vai. Como examinador em concursos, estou acostumado a ver esse tipo de vacilo. Portanto, se você não tomar muito cuidado com as abreviações, aos poucos elas são incorporadas a sua escrita corriqueira e daí para a prova é um pulo. Cuidado para não cometer esse deslize tão prejudicial na prova. 

Sempre procuro apontar melhorias que os concurseiros podem obter com um pouco mais de atenção aos detalhes de sua preparação, este é apenas mais um exemplo de que mudando a postura, mudam também os resultados. Como diziam nossas mães “costume de casa, vai à praça” então, tome cuidado com o “não vou fazer isso em uma prova”, se essa modalidade de escrita já faz parte de seu cotidiano.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Enchendo balões numa festa de criança (por Israel Belo de Azevedo)



por Israel Belo de Azevedo

Numa festa para crianças, tocou-me, antes do início, encher os balões.
Os balões se comportaram muito bem. Eram rosas. Coloriram e alegram o ambiente, num aniversário de menina. Resistiram até o fim.
Ao final da festa, precisei ajudar a explodi-los. Vazios, ocupam pouco espaço. Cheios, parecem que ocupam o mundo.
Balões de festa (chamadas de bexigas, em outras lugares) são uma boa metáfora para os nossos projetos.
Quando, murchos ainda, começam a ganhar o ar de nossos pulmões, representam os nossos sonhos. Cheios, penduradas na sala, são os nossos projetos. Ao fim, são estourados porque cumpriram seu objetivo: alegrar a festa.
Nasce o sonho, que se torna projeto, que culmina em realidade. Este é o ciclo, que precisamos renovar com novos sonhos e novos projetos.
Falhamos quando não temos projetos.
Falhamos também quando permitimos que estourem nossos balões antes do fim da festa. Precisamos, como balões, ficar no alto da sala, para que o alfinete da crítica não nos esvazie, para que o soco da amargura não nos trave, para que o ataque dos “sábios” que nada realizam não nos desanime.
Há vidas que esperam por nós. Vamos alegrá-las com os nossos balões.