por Israel Belo de Azevedo
Numa festa
para crianças, tocou-me, antes do início, encher os balões.
Os balões se
comportaram muito bem. Eram rosas. Coloriram e alegram o ambiente, num
aniversário de menina. Resistiram até o fim.
Ao final da
festa, precisei ajudar a explodi-los. Vazios, ocupam pouco espaço. Cheios,
parecem que ocupam o mundo.
Balões de
festa (chamadas de bexigas, em outras lugares) são uma boa metáfora para os
nossos projetos.
Quando,
murchos ainda, começam a ganhar o ar de nossos pulmões, representam os nossos
sonhos. Cheios, penduradas na sala, são os nossos projetos. Ao fim, são
estourados porque cumpriram seu objetivo: alegrar a festa.
Nasce o
sonho, que se torna projeto, que culmina em realidade. Este é o ciclo, que
precisamos renovar com novos sonhos e novos projetos.
Falhamos
quando não temos projetos.
Falhamos
também quando permitimos que estourem nossos balões antes do fim da festa.
Precisamos, como balões, ficar no alto da sala, para que o alfinete da crítica
não nos esvazie, para que o soco da amargura não nos trave, para que o ataque
dos “sábios” que nada realizam não nos desanime.
Há vidas que
esperam por nós. Vamos alegrá-las com os nossos balões.
Fonte: Blog Editora Mundo Cristão
