terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

FRUSTRAÇÕES NO SERVIÇO PÚBLICO



Vários são os servidores públicos que compartilham comigo sua dor e frustração. A impotência diante dos desmandos, a falta de valorização, a corrupção, a nefasta influência do aparelhamento político, o comando por estúpidos apadrinhados que não entendem nada e todas as outras questões que você, certamente, sabe como é. Em meio a esse cenário, claro que existem bons chefes e excelentes profissionais ocupando cargos em comissão, mas não vamos fechar os olhos. Não adianta tentar ser politicamente correto, ou simpático, e fingir que não temos um problema que nós temos. Isso para não falar dos fofoqueiros, invejosos, das “panelas” etc. E pior é que, às vezes, o “sistema” nos reserva o indesejável papel de ser o capitão do mato, ou o carimbador, ou apenas aquele que dá ares de legitimidade ao que é imoral e ilegítimo. Caio Tácito disse certa vez que a arte da tirania é se valer de juízes ao invés de soldados... E isso acaba valendo para muitos cargos dentro do serviço público. E muitos se veem sem opção, sem saída. Bem, o que posso e vou fazer hoje é dizer como eu me protejo disso.
Primeiro, eu penso o seguinte: minha relação com o Estado é uma, com os idiotas no poder é outra (não há só idiotas, eu repito), mas com as pessoas é ainda outra. Por mais difícil que seja, tento praticar o que recomenda Efésios 6, versos de 5 a 10.
Vós, servos, obedecei a vossos senhores segundo a carne, com temor e tremor, na sinceridade de vosso coração, como a Cristo; Não servindo à vista, como para agradar aos homens, mas como servos de Cristo, fazendo de coração a vontade de Deus; Servindo de boa vontade como ao Senhor, e não como aos homens. Sabendo que cada um receberá do Senhor todo o bem que fizer, seja servo, seja livre. E vós, senhores, fazei o mesmo para com eles, deixando as ameaças, sabendo também que o Senhor deles e vosso está no céu, e que para com ele não há acepção de pessoas. No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. (Efésios 6:5-10)
Segundo, penso na ideia do metro quadrado. Eu cuido do meu metro quadrado. Nele o serviço público haverá de ser honesto, eficiente, educado, humano. Como dizia Theodore Roosevelt, devemos fazer o que podemos, com o que temos, onde nós estamos. Pus isso tudo no site www.revolucao.info – e tento fazer o melhor. Então, trabalho para que aquele que “cair nas minhas mãos” se considere uma pessoa de sorte. Esta pessoa terá o melhor que eu puder oferecer. De modo que tenho uma Vara elogiada, uma equipe formidável etc.
Ainda não cheguei no nível que gostaria, nem como cristão nem como servidor, mas tento. Acho que é o que nos resta, nos cabe, nos consola. Espero que você possa ficar feliz cuidando do seu metro quadrado. Estou certo que assim como o desânimo, a motivação também é contagiosa. Creio que podemos inocular noutros esse pedaço de sonho, de metro metro quadrado. Mas o que temos nós a oferecer senão isso: um metro e um ideal, por mais quimérico e utópico que seja. A utopia nos protegerá do desencanto. Ou, como já me disseram ao tratar de dúvidas sobre a fidelidade amorosa do parceiro, “é melhor viver iludido do que desiludido”. Eu convido você a ser extremamente ciente de tudo quanto aos fatos, mas se mantendo um sonhador quanto ao que fazemos. Cuide do seu metro quadrado e pronto.
Ainda existe um terceiro consolo, menos nobre, mas não menos respeitável: dali tiramos nosso sustento. Portanto, que levemos para casa o “leite das crianças” e honremos as calças que vestimos.
Mas me permita contar algo que aconteceu quando eu era Delegado de Polícia na 17ª D.P., em São Cristovão, há exatos 20 anos, em 1993. Houve um acidente de trânsito com um ônibus e eu, entusiasmado, infante, 1º colocado do 1º concurso externo para Delegado em talvez uns 20 anos, naturalmente, ia aos locais de homicídio, acidente, tudo que tinha “direito”. Vivi algumas histórias interessantes. Aprendi a valorizar mais a vida vendo como ela escapa da mão num segundo, num atropelamento, ou acidente, ou roubo, ou vingança. Vi como é difícil aplicar nossas leis em situações reais. Vi uma mãe me pedir para praticar o que seria um abuso de autoridade, deixando seu filho passar uma noite na cadeia (na antessala dela, para ser mais exato), e lhe disse que não, mesmo achando, em meu íntimo, que a sabedoria materna não estava falhando; descobri, depois de algum tempo, que o melhor policial de minha equipe era um X-9, e o quanto seria complicado resolver isso. Enfim, foi um período bem interessante.
Mas porque conto isso? Volto ao acidente. Quando cheguei um Oficial do Corpo de Bombeiros, capacete branco, ao mesmo tempo profissionalmente calmo, mas humanamente angustiado, uniforme tingido de sangue, retirava do ônibus uma criança de talvez um ano e meio ou dois. Ele olhou para mim e disse: “A gente ganha mal e ainda tem que ver isso, criança sangrando”. Ele fez o que devia, e partiu sem que eu pudesse fazer nada senão compartilhar um olhar triste. Sua frase me acompanhou semanas, talvez meses, me torturando. Ela tinha uma dose de verdade que me angustiava. Finalmente, um bom tempo depois, me veio à mente a resposta que faltou naquele instante: “Não, Oficial, a gente ganha mal, mas pode ajudar uma criança sangrando”. Infelizmente não tive tirocínio para ter esta resposta à mão, ou, melhor, na ponta da língua, para consolar aquele modesto herói incomodado. Mas guardo essa resposta cada vez que ser servidor me incomoda. Não me considero nenhum herói, anoto, sou apenas mais um metro quadrado, e nem mesmo dos melhores, mas tento.
Eu sei de um amigo com tais frustrações. Ele, Delegado, já salvou duas pessoas sequestradas, cujo local de cativeiro estourou, salvado as vítimas, depois de se sair bem no prévio tiroteio. Os sequestradores de fuzil, os policiais, nem tanto. Isso não é coisa de capitão do mato, com certeza. Quando me dói ser juiz, eu fico a me recordar dos tiros certeiros, das decisões nobres, das pessoas que resgatei dos tipos de cativeiro que eu tenho poder para, às vezes, tirar alguém. Ganha-se mal, meus caros amigos, mas podemos ajudar – lá, muito de vez em quando – alguma gente. Que isso nos sirva de consolo. E que não desanimemos: um dia retomaremos o serviço público dos incompetentes, dos omissos, dos tíbios, e o devolveremos ao povo, finalmente.


19 comentários:

Sebastião disse...

Prezado Dr. William Douglas, novamente seus comentários vêm de encontro aquilo que sinceramente acredito e procuro seguir. Tenho 46 anos, conquistei o título de Bacharel em Direito a pouco mais de 1(um) ano, minha carreira profissional ocorreu em sua maior parte em empresas privadas, e a cerca de 8(oito) meses trabalho na Prefeitura de minha cidade, sendo aprovado em concurso público para o cargo de agente administrativo. O doutor pintou o cenário público com impressionante fidelidade, acredito que no contexto colocado, não haja diferenças significativas entre os três poderes. Estaria sendo hipócrita e totalmente desonesto em cogitar qualquer desinteresse pelo dinheiro, ele têm sim sua real e fundamental importância na vida das pessoas. Mas sinto que tanto ele, quanto o Poder hierarquico, o Status Social, enfim, as determinadas condições que distingue as pessoas, somente fazem sentido e trazem felicidade, quando utilizamos a "vantagem" conquistada e/ou herdada, para proporcionar a felicidade, a harmonia e a possibilidade de realizações aos nossos semelhantes. O lado gostoso de conseguir adquirir conhecimentos é poder transmiti-los, o de estar no "Poder" é proporcionar condições de crescimento as pessoas que lideramos, a de ser abastado é poder financiar a cura de um doente, os sonhos de quem apesar de toda luta não alcançou seu intento. Enfim, é levar a felicidade as pessoas. Por esta razão doutor, mesmo tendo conquistado um diploma de curso superior, mesmo trabalhando no setor público, não raramente além do meu expediente, ganhando pouco, vendo apadrinhados políticos assumir posições de destaque com salários diferenciados (alguns com atitudes que justificam o privilégio), tenho consciência que através do meu trabalho, posso comtribuir para o melhor rendimento das atividades de meus colegas, e por consequencia servir melhor a sociedade e justificar minha condição de "Servidor Público".Por tais razões, ao encerrar meu dia, saio feliz, com a sensação de dever cumprido e com a vontade de fazer cada vez melhor, para ter o privilégio de ver o sorriso estampado na face das pessoas.Essas são minhas orações, são minhas formas de agradecimento a Deus. Parabéns por ter conquistado o topo, porém um parabéns muito maior, por ter entendido o verdadeiro sentido de sua conquista. Que Deus o abençõe e permita que continues galgando espaços cada vez maiores e que seu exemplo contagie seus colegas de profissão, para tenhamos um judiciário cada vez mais voltado a sociedade e menos centrado no status social que o Poder lhe proporciona. Forte Abraço. Sebastião Vendelino Reinert

Darthaan da Costa disse...

Sábias palavras!! Temos mesmo que buscar um sentido positivo para tudo que fazemos por mais utópico que pareça ser!!

Como dito: "a utopia nos protegerá do desencanto".

Que busquemos a felicidade!!!

Forte abraço!!1

Silvânia disse...

Meu caro e dileto amigo. Permita-me chamá-lo assim. De uma certa forma, padeço do mesmo mal que o aflige. Um dia, se Deus quiser, serei juíza. Certamente como o senhor, aplicarei a lei. Porém, peço a Deus, que não somente a fria letra da lei. Entretanto, uma lei quase "divinizada", se é que posso assim me expressar. A cada dia que passa, o admiro mais. Palavras tão sábias, somente partem de um coração cheio de Deus. E como dizem as Sagradas Escrituras: "a boca fala daquilo que está cheio o coração." Confirmando o que disse, em tão brilhante explanação, acerca do serviço público, repito um velho ditado: "enquanto os cães ladram, a caravana passa".

Larissa disse...

NOssa!! Perfeita mensagem!

Parabéns pela sabedoria e pelo dom divino q tens!

Abraços,

Larissa

Sebastião disse...

Prezado Dr. William Douglas, novamente seus comentários vêm de encontro aquilo que sinceramente acredito e procuro seguir. Tenho 46 anos, conquistei o título de Bacharel em Direito a pouco mais de 1(um) ano, minha carreira profissional ocorreu em sua maior parte em empresas privadas, e a cerca de 8(oito) meses trabalho na Prefeitura de minha cidade, sendo aprovado em concurso público para o cargo de agente administrativo. O doutor descreveu o cenário público com impressionante fidelidade, acredito que no contexto colocado, não haja diferenças significativas entre os três poderes. Estaria sendo hipócrita e totalmente desonesto em cogitar qualquer desinteresse pelo dinheiro, ele têm sim sua real e fundamental importância na vida das pessoas. Mas sinto que tanto ele, quanto o Poder hierarquico, o Status Social, enfim, as determinadas condições que distingue as pessoas, somente fazem sentido e trazem felicidade, quando utilizamos a "vantagem" conquistada e/ou herdada, para proporcionar a felicidade, a harmonia e a possibilidade de realizações aos nossos semelhantes. O lado gostoso de conseguir adquirir conhecimentos é poder transmiti-los, o de estar no "Poder" é proporcionar condições de crescimento as pessoas que lideramos, a de ser abastado é poder financiar tratamentos que ajudem na cura de um doente, os sonhos de quem apesar de toda luta não alcançou seu intento. Enfim, é levar a felicidade as pessoas. Por esta razão doutor, mesmo tendo conquistado um diploma de curso superior, mesmo trabalhando no setor público, não raramente além do meu expediente, ganhando pouco, vendo apadrinhados políticos assumir posições de destaque com salários diferenciados (alguns com atitudes que justificam o privilégio), tenho consciência que através do meu trabalho, posso comtribuir para o desenvolvimento das atividades de meus colegas, e por consequencia servir melhor a sociedade e justificar minha condição de "Servidor Público".Por tais razões, ao encerrar meu dia, saio feliz, com a sensação de dever cumprido e com a vontade de fazer cada vez melhor, para ter o privilégio de ver o sorriso estampado na face das pessoas.Essas são minhas orações, são minhas formas de agradecimento a Deus. Parabéns por ter conquistado o topo, porém um parabéns muito maior, por ter entendido o verdadeiro sentido de sua conquista. Que Deus o abençõe e permita que continues galgando espaços cada vez maiores e que seu exemplo contagie seus colegas de profissão, para que tenhamos um judiciário cada vez mais voltado a sociedade e menos centrado no status social que o "Poder" lhe proporciona. Forte Abraço. Sebastião Vendelino Reinert

Jackciele Cardoso disse...

PERFEITO!

Anônimo disse...

Sou servidora do Ministério Público e, nesta reflexão, o senhor retratou muito bem a nossa realidade. Deus o abençoe cada vez mais, concedendo-lhe a sabedoria e força necessárias para superar todos os obstáculos diários na execução do seu trabalho. De toda forma, o senhor reiterou o meu pensamento: o que me conforta é que, de alguma forma, posso ajudar necessitados com interesses nobres!

Anônimo disse...

sou funcionária pública na área de segurança pública, e compartilho plenamente de sua opinião e experiência. Fico pensando será que um dia terei sorte em trabalhar com pessoas que realmente querem fazer sua parte? na maior parte das vezes esses funcionários ainda querem contaminar negativamente os colegas. São pessoas como você e Francisco Dirceu Barros que ao se manifestarem nos dão esperança que existe sim pessoas que realmente se importam em fazer seu trabalho, e que um dia possamos fazer uma corrente do bem e expulsar os maus e oportunistas, que só querem auferir vantagens licítas e ilícitas.
É muito gratificante saber que não estamos sós, e que vale a pena continuar a desempenhar nosso serviço da melhor forma.

Anônimo disse...

É a mais pura verdade!

Anônimo disse...

Uau! Como gosto de ler o que escreve.
Lamento por mim, que mesmo havendo decidido estudar para passar em concurso, ainda reluto com a idéia. Comprei seu livro 'Como passar em provas e concursos', só não consigo 'estudar efetivamente'. Tenho dúvidas ainda se é o que quero, mas o pior é permanecer firme estudando.
Comprei o filme 'Invictus' e assisti. Já assisti mais de 10 vezes 'Mãos Talentosas', que traz a inspiradora história do Dr. Ben Carson... mas não consigo viver a minha história! Comprei o Vade Mecum da Impetus, para estudar... mas ainda não consegui.
Em 2003, comecei fazer Direito, tive que parar por falta de grana. Depois parei duas vezes a faculdade de Serviço Social. Depois que decidi voltar ao Direito, não tenho opções para 'bancar'. A idéia de ter que primeiro passar num concurso para só depois ingressar na faculdade é um pouco angustiante. Tenho 32 anos, sou casada e tenho 4 filhos.
Temo estar querendo algo além do que é devido para mim.
Obrigada por ser generoso em compartilhar tantas histórias.
Meu email é veronica.l.j@hotmail.com

Anônimo disse...

Parabéns pelo texto.
Muito realista e expressivo.
Concordo contigo, se as pessoas de bem não fizerem o melhor no seu metro quadrado o mundo ficará muito pior. Omissão. Já basta o que acontece por aí. Vamos tentar mudar essa história.
Grande abraço.
Que Deus o proteja.
Diana

Anônimo disse...

Excelente texto! Parabéns...Depois de ler isso vi que fiz a coisa certa: pedi exoneração de um cargo por descobrir que meu chefe era o corrupto da história..Depois de impalantar no setor processos de transparencia, prestação de contas, valorização do servidor, etc.//Vi que foi por terra todos os meus conceitos..Final da históri: Ganhei grandes amigos que eram da minha equipe,dentre eles uma senhora prestes a se aposentar que disse: "Eu aprendi muito com você, depois de tantos anos vi que existem pessoas sérias no serviço público e nós podemos sempre fazer melhor"...Sucesso Sempre!!!

Unknown disse...

Caro William Douglas, sou ainda aspirante à servidora pública, mas imagino pelos relatos dos que já são, o quão árdua possa ser essa missão. Compartilho com você sobre a definição a quem servir, isso deve ser o grande e verdadeiro propósito. E se me permite gostaria de acrescentar a citação: "fazer o bem sem olhar a quem". Parabéns pelo ótimo texto. Sou sua fã. Abraços

Anônimo disse...

De fato, essa nossa missão de Delegado de Polícia é mais árdua do que imaginava no início de meus estudos para passar no concurso. Muito mais que os bandidos as outras dificuldades da profissão nos desanimam.
Utilizando-me de suas palavras, tentarei prosseguir no meu quadrado, mas estudando concomitantemente para alcançar um cargo mais valorizado.

Unknown disse...

Bem Willian, se assim posso chamá-lo, estou estudando a quase um ano para concurso, e lendo seu texto ímpar me recordo que por vezes já pensei em desistir da carreira pública, principalmente pela influência política, que a meu ver prejudica o andamento da justiça, da saúde, educação, segurança, etc. Onde quase todo processo(com exceções é claro)é movido por interesse político, corrupção ou apadrinhamento. Mas sou apaixonado pela área policial, de segurança pública, sinto que preciso estar ajudando as pessoas diariamente para me sentir realizado, e também para satisfazer o meu sonho de criança (não posso ser hipócrita), mas imagino que não seja fácil,a realidade é outra, como prova disso são seus comentários, pois as vezes pensamos que, no mais alto grau que é de um magistrado estão imunes a muitas coisas, mas não é a realidade como vi.
Mas busco colocar minha vida na presença de Deus pedindo orientação, e sabedoria, e acredito que o senhor foi colocado por Deus em minha vida, onde posso ter contato com suas orientações e experiências de um legítimo Juiz colocado por Deus nesta terra.

Que Deus te abençoe,

Obrigado,

Jean Carlos L.
e-mail: jloure@hotmail.com

Unknown disse...

Ótimo texto, retrata bem a realidade em que se encontra o serviço público..

L.Madureira disse...

Obrigado. Sou policial, em estagio probatorio, e evangélica...Hoje tive um dia difícil, me questionando o que estou fazendo aqui...Seu artigo me lembrou.

silvia disse...

Sou servidora do judiciário e sei exatamente o que foi dito, sei exatamente o que sente; eu mesma já fui vítima dos desmandos, mas o Senhor, meu Deus, não deixou que eu fosse injustiçada.
Temos que pensar exatamente assim, em sempre dar o nosso melhor, não importando tudo que vemos acontecer e nos deixa insatisfeitos; temos sempre que tentar fazer a diferença.
Mas isso não se aplica apenas ao serviço público, mas também ao serviço privado, onde encontramos funcionários desmotivados pelos baixos salários, pela falta de boas condições de trabalho.
Parabéns,excelente reflexão!

Anônimo disse...

Obrigado Dr. Willian! Muito inspirador seu artigo. Continue compartilhando suas experiências.