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quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

O Ano de 2015: Meus Votos [ATUALIDADES, QUALIDADE DE VIDA]



O dia está na minha frente esperando para ser o que eu quiser. E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma.
Tudo depende só de mim.”
(Charles Chaplin)

Este ano foi difícil, a Revista Veja chegou a dizer que foi o ano em que “pagamos mico”. Este foi o ano do 7 x 1, das mentiras e grosserias nas campanhas eleitorais e de uma absurda contemplação da corrupção em níveis dramáticos. O ano em que a Petrobras quebrou. E a Lava Jato ainda nem chegou no BNDES! Um ano em que a economia parou, em que vi vários amigos fechando suas empresas, outros desempregados. Pior, os prognósticos para 2015 não são animadores.
Não sei em quem você votou, mas o fato de ter havido uma eleição não deixa de ser boa notícia. A Copa, felizmente, ficou para quem treinou mais e levou com maior seriedade o campeonato. Não ficou para quem disse que estava “com a mão na taça” nem com quem contou que estrelas na camisa ganham jogo. Daí, se treinarmos, se levarmos a sério, quem sabe não ganhamos a próxima? Isso me parece uma boa notícia: quem treina e joga mais acaba levando a taça.
Este ano esquisito termina com você, creio eu, com razoável saúde, trabalhando pelos seus sonhos, enfrentando as crises e superando-as na medida do possível. Chegamos ao fim dele, sobrevivemos, estamos seguindo. Então, ao mesmo tempo em que foi duro, confessemos: também foi um bom ano. Terminamos o ano vivos, e isso para mim já é um ótimo resultado(!).
Não quero ser ufanista, nem fingir que as coisas não são difíceis. Elas são. Por isso as menciono. Há lutas, muitas. Mas, creio que no limiar do novo ano devemos recordar as coisas básicas: as lutas nos acompanham por anos e estarão nos esperando lá, em 2015. Vamos manter a esperança, a fé, o trabalho, os valores, a certeza de que a caminhada compensa. Desse jeito temos mais chances. 2015 pode não ser a melhor promessa, mas é o único caminho disponível, a única estrada à frente. Dizem que “mar calmo não faz bom marinheiro”. Então, 2014 nos ensinou muito sobre navegação, vamos usar nossa experiência para navegar por 2015.
O ano que se aproxima é apenas massa de modelar. Ele será o que você fizer dele. Desejo que você aproveite bem essa oportunidade. Creio muito no barro, mas creio mais ainda nas mãos de quem, disposto a dar forma aos sonhos, coloca nele suas mãos para moldá-lo. Você é o escultor. Molde.
Se quiser, conte também com Deus, que nos tirou no barro dando-nos forma e fôlego de vida. E, mais ainda, o exemplo: do barro, usando as mãos, e soprando vida, sai um homem. Que você faça sair de 2015 um você mais forte, mais nobre, mais feliz. Sopre vida no ano que está nascendo, ele é de barro, e vai tomar a forma que você lhe der.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Quem nunca levou uma goleada atire a 1ª pedra



Eu levei mais de 7 gols nos concursos, no amor, no dever de fazer o bem, de fechar a boca, de avaliar pessoas e por onde ir nas encruzilhadas.
Se levar gols demais faz surgir o dever de se desculpar, quero ser o primeiro: me desculpem.
Peço desculpas e não levarei as pedras. Vou com minha camisa, vou torcer pelo meu time.
7 gols não bastam para matar um grande amor.
Vergonha? Nunca, ao menos, não disso. Tenho vergonha da corrupção, das falcatruas, do brasileiro que fala mal do governo e dentro de seu cantinho furta, frauda, faz malandragem, explora o outro. Jogar e perder, mesmo de 7, é do jogo.
Espero é que a gente aprenda a lição no futebol e fora dele.
No futebol como na vida, amanhã tem outro jogo.
 

quarta-feira, 9 de julho de 2014

O que alguns gostariam que acontecesse...


Primeiro, lembrar que os jogadores, com apagão ou não, com sete gols ou não, tentaram. E isso não é vergonha nenhuma. Aliás, não tenho vergonha do placar e não preciso esquecê-lo.
Eu respeito e aplaudo meu time, e mais ainda o técnico. Ele sempre será o técnico do nosso Penta. Não vai ser um jogo ruim que tirará isso dele.
Não tenho vergonha alguma do jogo, embora esteja dilacerado com o resultado e o placar elástico. Vergonha eu tenho é das agressões a um torcedor alemão, é de brasileiros quebrando o  Mineirão por causa da derrota, ou de vaiarem nossa seleção. Lembro que na Copa ocorrida na Alemanha, após o time local perder a semifinal, o estádio o aplaudiu, cantou para ele uma canção de orgulho, honrou-o.  Sinto vergonha é do preço dos nossos estádios, dos viadutos que caem, das boates esquecidas (Kiss e outras), das refinarias mal compradas e outras inconclusas, e tudo caro. Do meu time, sinto orgulho; dos alemães, inveja.
Os alemães, ah, os alemães! Espero que todos se lembrem que eles estão há seis anos trabalhando esse grupo, que construíram (rápido e sem superfaturamento) um Centro de Treinamento no Brasil para dar melhores condições aos atletas. Aliás, fazem isso na educação etc., lá na Alemanha.
Espero que todos lembrem que eles realizaram treinamentos  ao meio-dia, sol a pino.
Espero que lembrem que não apostam nos valores individuais, embora os tenham,  mas sim no time. Não têm tantos dribles, mas passam a bola, jogam junto e o resultado disso é que, mesmo sem ser prioridade, os valores individuais aparecem. Não têm “salvadores da pátria”, nem no time nem na política.
Quem perdeu não foi nosso time, quem perdeu esse último jogo foi nosso jeito de ser brasileiros. Daí, éramos nós ali, todo o tempo. Vaiar o time é vaiar nosso jeito coletivo de levar a vida. Quem deve pedir desculpas não é o David Luiz, somos nós mesmos. E começar a jogar diferente. Quem precisa de renovação não é a seleção brasileira: é nossa política, nosso serviço público e cada cidadão que reclama da corrupção, mas vive de jeitinhos, sonegando, trapaceando, fraudando, trabalhando ou estudando o menos que puder. Desculpas, devemos todos. E, mais que elas, devemos a nós mesmos uma grande mudança. Por isso, espero que ninguém esqueça esse dia.
Quanto ao meu time, e minha camisa, me perdoem os que pensam diferente, mas sete gols não matam um grande amor.
Sábado, estarei no estádio com minha camisa. Vençam, ou não, estarei lá para aplaudi-los. O grande jogo, aquele no qual não podemos ter nem apagão nem derrota, é o jogo para mudar o jeito brasileiro de levar a pátria.