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terça-feira, 11 de novembro de 2014

Uma Oração pelo Sucesso (por Stormie Omartian) [QUALIDADE DE VIDA, EMPREENDEDORISMO]


por Stormie Omartian
Então orou: “Senhor, Deus do meu senhor Abraão, dá-me neste dia bom êxito e seja bondoso com o meu senhor Abraão”.

Gênesis 24.12
Quando você tem um trabalho ou uma responsabilidade importante, quer ser bem-sucedida. A melhor maneira de obter sucesso é ir a Deus e pedir-lhe orientação.



Abraão pedira ao servo que encontrasse a noiva certa para Isaque. Esse servo era provavelmente Eliézer, um antigo e leal empregado. Eliézer sentiu o peso da responsabilidade e levou o assunto a Deus, em vez de depender de sua sabedoria ou sorte. Ele pediu um sinal, e, antes que tivesse acabado de orar, Rebeca chegou e lhe ofereceu água. Que extraordinária resposta à oração!



Mas, quem era Eliézer? Se voltarmos a Gênesis 15.2-3, descobriremos que ele era não só o servo fiel de Abraão, como também estava a ponto de herdar toda a riqueza de seu senhor. Assim, Eliézer não só perdeu sua posição com o nascimento de Isaque como teve de procurar-lhe uma noiva. Um homem medíocre poderia ficar amargurado por causa do que perdera; poderia ter definido “sucesso” como fazer tudo para voltar ao lugar de honra, a fim de obter a herança. Um homem medíocre talvez não se importasse com o tipo de noiva que levaria a Isaque. Mas não Eliézer. Ele estava decidido a realizar bem seu trabalho, e por isso orou para cumprir a tarefa.



Deus se importa com suas responsabilidades. Ele deseja que você obtenha sucesso. Não tema pedir-lhe isso. Tenha em mente, porém, que ele pode definir sucesso de modo bem diferente do seu.



Pai celestial, peço sucesso em tudo que eu fizer. Capacita-me a entender a tua medida de sucesso e a não impor minhas próprias ideias. Meu objetivo é te servir, sabendo que o sucesso será alcançado apenas quando eu caminhar de acordo com tua vontade.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Cinco Pontos de Uma Visão Bíblica sobre Ética na Política (por Augustus Nicodemus) [QUALIDADE DE VIDA]

por Augustus Nicodemus


1) Toda autoridade procede de Deus (Romanos 13). Os governantes são vistos como servos de Deus neste mundo, para através da política e do exercício do poder promover o bem comum, recompensar os bons e punir os maus. Como tal, haverão de responder diante de Deus pela corrupção na política, pela insensibilidade e pelo egoísmo. A visão do cargo político como sendo uma delegação divina desperta no povo o devido respeito pelas autoridades, mas, ao mesmo tempo, produz nestas autoridades o senso crítico do dever.
2) Por outro lado, a Escritura não reconhece “o conceito da soberania absoluta do Estado, “um produto do panteísmo filosófico alemão” (Abraham Kuyper, 2002, p. 96) e nem o conceito da soberania absoluta do povo, conforme defendido pela revolução francesa. O poder reside em Deus. Tanto o poder do Estado quanto do povo são delegados por ele visando a organização da humanidade. Como consequência, nenhum ser humano tem poder sobre seus semelhantes, a não ser quando delegado por Deus, ao ocupar um cargo de autoridade. Portanto, é antibíblica toda opressão política à mulher, ao pobre e ao estrangeiro, todo sistema político que produza escravidão, todo conceito de castas e qualquer distinção entre sacerdotes e leigos.
3) Já que o poder não é intrínseco ao ser humano, mas uma delegação divina, deve-se resistir pelos meios corretos a quem exerce o poder político em desacordo com a vontade de Deus. Esta vontade divina para os governantes se encontra claramente expressa na Bíblia, como por exemplo, nos Dez Mandamentos. Entre eles encontramos proposições como “não furtarás”, “não dirás falso testemunho”, “não matarás”. Esses mandamentos refletem absolutos éticos presentes em todas as civilizações, em função de todos os seres humanos levarem em sua constituição a imagem e semelhança de Deus – com maior ou menor precisão, em função da imperfeição moral existente na humanidade. Nenhum governante tem imunidade contra a Lei de Deus. Resistir à corrupção na política é dever de todos e a vontade de Deus para cada pessoa.
4) A corrupção na política é vista na Bíblia como tendo origem primariamente no coração dos seres humanos. A Bíblia afirma que não há sequer uma pessoa justa neste mundo. “Todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Romanos 3.23). Jesus Cristo disse que é do coração dos homens e das mulheres que procedem “maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias” (Mateus 15.19-20). Quando a causa é identificada, há condições de se buscar o remédio adequado. Aqui se percebe a insuficiência de éticas humanistas reducionistas, que analisam apenas aspectos sociológicos e antropológicos da corrupção na política, deixando de incluir a dimensão pessoal: egoísmo, maldade, crueldade, despotismo, avareza, inveja, cobiça. As Escrituras pregam uma conversão interior dos governantes e dos governados a Deus, que se arrependam do mal e pratiquem obras de justiça.
5) Por fim, a Escritura nos ensina, ainda que de forma indireta, o conceito de graça comum (concedida a todos). Há princípios gerais estabelecidos por Deus que, se seguidos e aplicados, produzirão a ética na política. Deus abençoa a humanidade em geral com virtudes e qualidades, independentemente das convicções religiosas e políticas das pessoas. É por este motivo que encontramos quem se professa cristão e não tem ética, e encontramos a ética funcionando pelas mãos de quem não se declara cristão. Ao reconhecer a graça comum de Deus, o cristão entende que o caminho para a ética na política não é necessariamente colocar em cargos políticos quem se professa cristão, mas contribuir para que os princípios de igualdade, justiça, honestidade, verdade, transparência, equidade, misericórdia e outros acima mencionados sejam reconhecidos e exercidos por todos, independentemente da convicção religiosa.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Quando Temos de Esperar (por Stormie Omartian) [ESPIRITUALIDADE]

Depois dessas coisas o Senhor falou a Abrão numa visão:
“Não tenha medo, Abrão! Eu sou o seu escudo; grande será a sua recompensa!”.
Mas Abrão perguntou: “Ó Soberano Senhor, que me darás, se continuo sem filhos e o herdeiro do que possuo é Eliézer de Damasco?”.

Gênesis 15.1-2

por Stormie Omartian


Você não é quase capaz de ouvir a irritação na voz de Abrão? "Deus, obrigado por seres meu galardão, mas... o que realmente desejo é que cumpras tua promessa. Quero um filho!"
Deus prometera a Abrão uma porção de descendentes quando ele tinha 75 anos (Gn 12.4). Ele teria 100 anos quando Isaque finalmente nasceu (Gn 21.5). Isso significa que Abrão e Sarai esperaram 25 anos pela promessa.
Não sabemos quanto tempo Abrão já aguardava nesse ponto da história, mas a Bíblia diz que ele tinha 86 anos quando Ismael nasceu (Gn 16.16), portanto, podemos imaginar que essa conversa entre Deus e Abrão ocorreu na primeira década depois da promessa.
Por quanto tempo você espera pelas respostas a suas orações? Uma semana é demais? E um mês? Esperar durante um ano parece estar além de nossa capacidade. Ver que Abrão esperou por um quarto de século deveria nos dar esperança para aguardar as respostas a nossas orações.
Abrão poderia ter desistido. (Ao tentar cumprir por si a promessa de Deus, tendo um filho com Agar, ele provocou uma confusão.) Nessa altura da história, porém, ele decidiu crer.
Que resposta de Deus você está esperando? A volta de um filho rebelde? A salvação de um familiar? A restauração de seu casamento? Um emprego? Uma cura? Qualquer que seja o motivo, continue a orar e a esperar. Entregue o pedido a Deus e deixe-o operar em seu tempo. A resposta valerá a espera.
Querido Deus, ajuda-me a ter fé suficiente para crer que responderás minhas orações. Dá-me paciência para esperar as respostas.

 



terça-feira, 30 de setembro de 2014

A Voz de Deus na Oração (por Brennan Manning) [ESPIRITUALIDADE]

por Brennan Manning



Talvez o principal motivo por que somos praticantes tão precários da arte de sermos humanos, a razão por que tantas vezes ficamos na corda bamba entre o ódio próprio e o desespero, é que simplesmente não oramos.
Oramos tão pouco tempo, tão raras vezes e tão insatisfatoriamente. Para todas as demais coisas temos tempo livre suficiente. Visitas, encontros informais, filmes, partidas de futebol, concertos, uma noite com amigos, um convite irrecusável — e todas essas coisas são boas, porque é natural e saudável que vivamos em comunidade. Mas, quando Deus requer nosso tempo, empacamos.
Será que realmente cremos que ele se deleita em conversar com seus filhos? Se Deus tivesse um rosto, que tipo de expressão ele mostraria a você neste exato momento?
Será que a expressão de seu rosto lhe diria: 

Quando vai crescer?
Estou farto de você e de suas obsessões.
Minha paciência se esgotou.
Vamos ter um pequeno ajuste de contas.

Se Deus dissesse uma única palavra a você, seria “Arrependa-se”? Ou será que ele diria: 

Obrigado.
Você sabe que alegria é viver em seu coração?
Você sabe que eu olhei para você e o amei por toda a eternidade?
O que Deus diria? Qual é o retorno que você recebe de seu Criador?

Então vocês clamarão a mim, virão orar a mim, e eu os ouvirei.
Vocês me procurarão e me acharão quando me procurarem de todo o coração.

Jeremias 29:12-13


quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Patologias



Li a seguinte manifestação do Leonardo Boff: “Diz-se por aí, que uma profetiza de sua igreja evangélica, a Assembleia de Deus, profetizou que ela, Marina, seria presidenta. E ela crê cegamente nisso como crê no que, diariamente lê na Bíblia, passagens abertas ao acaso, como se aí se revelasse a vontade de Deus para aquele dia. São as patologias de um tipo de compreensão fundamentalista da Bíblia que substitui a inteligência humana e a busca coletiva dos melhores caminhos para o país.

Não sei se Marina disse isso ou se Boff disse que ela disse. Quanto ao voto, não é tema desse artigo. Cada um que vote em quem achar melhor. A questão aqui é como um cidadão deve lidar com a fé alheia.
Eu leio a Bíblia, diariamente, como qualquer cristão, evangélico ou católico, deveria fazer. Tenho o direito humano de crer que a Bíblia é a Palavra de Deus e ser respeitado “apesar” disso. Creio que qualquer trecho dela, mesmo aberta ao acaso, revela a vontade de Deus para todo e qualquer dia. A interpretação também é livre. Assim, se alguém calhar de ler sobre o suicídio de Judas não deve entender que isso é uma orientação para aquele dia.
Não aceito, como professor de Direito Constitucional, que alguém, muito menos um teólogo que tem uma história tão interessante, chame minha prática e a de dezenas de milhões de cristãos, de uma "patologia". Não bastasse isso, disse que uma compreensão "fundamentalista da Bíblia substitui a inteligência humana e a busca coletiva dos melhores caminhos para o país".
A definição do que é "fundamentalista" é subjetiva. É um “fundamentalismo” dizer que a interpretação que não o agrada é a de um "fundamentalista". Isso ocorre, pois o crítico assume a perigosa tarefa de censor. E, por viés autoritário, de entender que é melhor intérprete que o outro. Isso é arrogante, antidemocrático e até mesmo mal educado.
A única patologia que vejo é desrespeitar a liberdade religiosa e de opinião, previstas na Constituição da República e em todas as cartas de direitos humanos reconhecidas pela Humanidade. Chamar a fé do outro de "patologia" é trabalhar pelo preconceito e discriminação, algo lamentável numa democracia, ainda mais quando parte de alguém com tantos anos de estudo. Não gostei também de ser chamado de "burro", já que ler a Bíblia é visto como "substituir a inteligência".
Quanto à busca coletiva dos melhores caminhos para o país, posso dizer que esses os evangélicos (segundo ele, “fundamentalistas”) são responsáveis por enorme auxílio a toxicômanos (com índice de recuperação de mais de 70%). Eles e os católicos visitam as penitenciárias, ajudam órfãos, alimentam famintos, providenciam roupa e abrigo para desvalidos, criam escolas, dão bolsas de estudo, etc. Eu, por exemplo, por ler a Bíblia, me tornei - apesar de branco e de olhos azuis - membro do movimento negro e defensor das cotas nas universidades, ministro aulas gratuitas, faço doação de livros, ajudo orfanatos católicos, espíritas e evangélicos (fome não tem religião, anoto) etc. Então, me perdoe, mas meu compromisso com "melhores caminhos para o país" veio justamente da leitura diária da Bíblia.
Vale registrar que em outro momento (ainda em julho do corrente ano) o mesmo Boff admitiu que esses leitores "patológicos" da Bíblia ajudam os necessitados. Indagado sobre a postura do Papa frente ao avanço das igrejas evangélicas, após dizer que Francisco não é proselitista, mas que tem interesse em servir à humanidade, disse o seguinte: "É aquilo que nós chamamos de 'ecumenismo de missão'. Estamos divididos, é um fato histórico, mas não é uma divisão dolorosa. Porque cada um tem seus antros, profetas e mestres. Mas como nós juntos nos reconhecemos nas diferenças e como juntos vamos apoiar os sem terras, os sem tetos, os marginalizados, as prostitutas. Esse serviço nós podemos fazer juntos." 

Leonardo Boff sabe que aqueles – aos quais acusa de não terem “inteligência”, nem interesse em buscar por “melhores caminhos para o país" – ajudam bastante aos necessitados. Então como pode, de uma hora para outra, nos chamar de "patológicos" e, na prática, de burros? Pior, parece se esquecer de quantos católicos são leitores, diários, das Escrituras. Quanto a acreditar ou não em profecias, isto é mais um assunto onde cabe respeitar a fé de cada um. E, anoto: entre aqueles que acreditam nas profecias, alguns católicos carismáticos aí incluídos, há sempre o cuidado de distinguir a legitimidade do profeta. É, porém, e me perdoem ser repetitivo, um direito humano que esperamos seja respeitado por todos.
Lamento muito a fé de milhões de católicos e evangélicos tenha sido tratada como "patologia" e "substituição de inteligência". Isto me lembra o que disse Freud: "Quando Pedro me fala sobre Paulo, sei mais de Pedro que de Paulo." Estou certo que ao falar de Marina, Leonardo disse mais sobre Leonardo.

 
William Douglas - Professor Universitário, Juiz Federal/RJ, Escritor, Mestre em Direito - Pós-graduado em Políticas Públicas e Governo (EPPG/UFRJ) e um “patológico” leitor cotidiano da Bíblia