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sexta-feira, 6 de junho de 2014

Oração, milagres e intervenção divina na vida terrena



Aqueles que acompanham meu trabalho sabem que escrevo em várias áreas, passando por concursos públicos, serviço público, qualidade de vida, sucesso etc. Um desses temas é o cristianismo, mas como não quero incomodar aqueles que não o apreciam, sempre aviso antes. Assim, podemos conversar sobre assuntos laicos com quem deseja apenas estes, e de assuntos sobre fé com aqueles que a praticam. É o caso aqui: vou falar sobre Deus, oração, milagres etc.

No domingo, dia 18/5/2014, estive na 8ª Igreja Presbiteriana, em BH, ministrando a palavra nos cultos das 9h e das 11h. No culto das 9 horas, antes da minha fala, houve um momento de oração. Todos os que tinham pedidos foram convidados a se ajoelhar e/ou a irem à frente. Os pastores e presbíteros, enfim, a liderança, passou a orar individualmente com algumas das pessoas que aceitaram o convite. Eu, como estava no altar, fiz parte do grupo que estava orando pelos outros.

Pois bem, orei com umas três ou quatro pessoas até que cheguei em uma moça que estava ajoelhada. Dava para perceber o quanto contrita estava, quase angustiada. Comecei a orar com ela e por ela. Durante a oração que estava fazendo por ela, Deus falou no meu coração para que eu orasse por fertilidade. Foi uma voz falando claramente dentro de minha mente. O problema é que quando Deus fala comigo em geral usa minha própria voz (em minhas pesquisas sobre isso de Deus falar com as pessoas já verifiquei que Ele usa vários modos distintos e esse que citei não é raro). Então, fiquei com medo de não ser algo da parte de Deus, mas alguma coisa da minha cabeça. E imagine você, que me lê, a responsabilidade de orar com alguém sobre... gravidez, filhos etc.?!

Por um lado, eu não queria entrar em um assunto tão pessoal sem ter certeza de que tinha sido uma revelação. Por outro, não ousaria desobedecer a uma ordem direta. Então, rapidamente e usando minhas habilidades verbais e inteligência, engendrei uma solução: ainda em voz alta, orei pedindo que Deus desse a esta mulher “fertilidade em todas as áreas da sua vida”. Pronto, resolvido o problema!

Terminada a oração, a mulher – que eu nunca tinha visto antes, aliás, era a primeira vez que eu ia ali – disse que tinha ido até o altar pedir... por fertilidade, porque queria ter um filho. Então, dito isso, revelei a ela qual tinha sido a ordem que recebi. E, claro, a partir do que ela me confidenciou eu não tive mais dúvidas de que foi uma ordem vinda de Deus mesmo. Ela e a amiga que a acompanhava começaram a chorar copiosamente e eu também não dei conta de segurar a emoção e, com ela, as lágrimas.

Claro que alguém pode imaginar que a mulher estava pedindo isso e minha mente captou esse pedido e eu fui lá orar e toquei no assunto. Bem, mas aí essa pessoa vai ter que ter mais fé em mim do que seria necessário para acreditar em Deus. Fé por fé, a que se tem em Deus é mais segura do que a que se tem no homem. Enfim, houve uma comunicação entre mim e a mulher; comunicação que só se perfez pela intervenção de uma terceira pessoa. Deus, no caso. Não tenho dúvidas disso. Eu e Cristiane não nos conhecíamos, nem nos falamos senão após a oração, em que pedi a Deus exatamente o que ela tinha ido ali buscar.

Repeti para Cristiane aquilo que o profeta Eli disse para Ana, futura mãe de Samuel: “Vai em paz; e o Deus de Israel te conceda a petição que lhe fizeste” (1 Samuel 1:17). Aliás, sempre oro para que minha história e a de meus filhos seja bem diferente da história de Eli, mas naquele momento ele falou como profeta... e tudo correu bem.

Não sei a razão pela qual Deus manda alguém orar por outra pessoa, não conheço nem posso imaginar as leis da natureza que fazem da oração o que ela é: um instrumento poderoso de transformação de realidades. Para começar, como vários já disseram, a oração começa mudando quem a faz. Porém, de alguma forma ela influencia Deus (que nos manda orar, e que diz que ouve nossas preces). Enfim, a oração muda as coisas. 

Deus não poderia simplesmente atender ao pedido da moça? Qual lógica existe em que eu fosse chamado ali para orar por esse pedido? Não sei. Nesse passo, posso repetir o que foi dito por Isaac Newton: “Não sei o que possa parecer aos olhos do mundo, mas aos meus pareço apenas ter sido como um menino brincando à beira-mar, divertindo-me com o fato de encontrar de vez em quando um seixo mais liso ou uma concha mais bonita que o normal, enquanto o grande oceano da verdade permanece completamente por descobrir à minha frente.” É assim que me sinto em relação aos assuntos da fé, o que não me impede de praticá-la ainda que dentro de minhas enormes limitações.

Seja como for, o fato é que nesse domingo uma mulher de madre estéril foi até o altar pedir um filho e Deus mandou alguém para ir lá orar por ela... justamente a respeito do que ela estava, em seu silencioso e sofrido coração, pedindo.

Espero que Deus faça o milagre. Orei por isso, e oro novamente agora.

Informo que já por duas vezes orei por esse motivo, gravidez. Uma em Sinop, no MT, outra em Foz do Iguaçu, PR. Nos dois casos recebi, em menos de um ano, foto do filho advindo da oração. Então, me permitam o chiste de dizer que tenho alguma experiência no ramo, rsrsrs. Deus já me usou duas vezes sobre este assunto, que tenha me usado a terceira é o que espero. 

Não sei qual é o seu problema, nem o que faz você chorar no meio da noite, mas sei que existe um Deus que faz milagres e que nos ouve. O Deus que eu conheço se apieda do coração materno que não tem onde se derramar de amor. Então, Ele envia alguém para orar pelo pedido que essa mãe ainda sem filhos lhe faz. Repito: não entendo como isso funciona, nem as decisões de Deus, nem o poder da oração. Apenas sei que, nesse ramo, já orei duas vezes e a madre estéril se tornou fértil. Acontece. 

Se você tem um problema, faça o que puder para superá-lo. Uma das coisas a fazer, normalmente não a única, mas uma delas é: ore.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

ÁGUIA OU GALINHA: que tipo de concurseiro você é?

Dois grandes teólogos escreveram livros com o tema a águia e a galinha, cada qual com lições distintas e muito interessantes: Frei Leonardo Boff (Ed. Vozes) e o pastor Jorge Linhares (Ed. Getsêmani). Vou me valer de textos do segundo (LINHARES, Jorge. Águia ou Galinha? 27ª Ed. Belo Horizonte: Editora Getsêmani, 2005. p. 38-52), e em seguida, comparar suas lições com o concurso público, convidando o leitor a descobrir-se “águia” ou “galinha”.

“Galinha é caça. Águia é caçadora.” Você olha a matéria, os livros, as provas como alguém que vai lhe destruir ou como algo que você vai caçar e vencer?

“Galinha tem olhos laterais. A águia, não. Seus olhos são frontais.” Animais que caçam (ao invés de serem caçados) olham para frente, para focar o que desejam. Concursandos que ficam olhando demais para os lados, para os prazeres excessivos, para os problemas não focam. Águias e galinhas nascem com os olhos “prontos”, mas você pode escolher para que lado vai olhar: para o objetivo ou para os problemas, para o que traz resultados ou para o que atrapalha os resultados pretendidos.

“Galinha só enxerga de dia. Quando o sol se põe, vai para o galinheiro ou poleiro, condenada a virar canja de raposa, cachorro ou gambá. A águia enxerga tanto de dia quanto de noite.” E você, estuda de noite? Vira madrugadas?

“Águia é vigorosa; galinha, frágil.“ Para cuidar da vida atual, para se organizar e AINDA CONSEGUIR estudar, fazer cursos, simulados etc. é preciso vigor e disposição.

“Galinha é medrosa. Águia é destemida, corajosa.” Estamos voltando à questão de ser caça ou caçador, mas também ao fato de que um bom concursando não deve temer a quantidade de matéria, nem a relação candidato-vaga, nem coisa alguma que esteja entre sua situação atual e a situação pretendida.

“Quando adoece, a galinha fica de asas caídas, jururu, dependente de socorro. Ninguém jamais viu uma águia doente. Quando debilitada, reúne todas as forças que tem para refugiar-se no alto. Não fica por aí à espera de piedade. Autocomiseração não combina com a águia.” E você, amigo, está esperando piedade alheia ou prefere reunir suas forçar para ir em busca do sonho?

“Galinha se alimenta de milho e restos. A águia, do alto, seleciona a presa, e desce como uma flecha sobre ela.” Aqui vale o cuidado com a qualidade dos cursos que faz e dos livros ou apostilas que lê. Não se “alimente” de coisa ruim, pois faz mal! Isto também vale para suas conversas e companhias, para os programas de TV que assiste e tudo o mais que influencie sua mente e sua preparação. O lazer é essencial, mas um bom lazer.

Se você se negar a ter uma visão e um comportamento limitados como os de uma galinha, pode ter certeza que terá o melhor desta terra.

Mas ainda há mais: “O ninho de galinha é feito de pena e capim. Da águia também. Mas sob o capim e as penas, retiradas do próprio peito, a águia coloca uma camada de espinhos.”

Às vezes é preciso ter, ou ao menos se lembrar, dos “espinhos” para que não nos acomodemos e para que levantemos vôo. São os espinhos da vida, as necessidades, as contas, que algumas vezes nos impulsionam para a vitória. Não é raro ver pessoas com tudo a favor não passarem... Talvez por falta de espinhos no ninho, e pessoas com “espinhos” conseguirem passar nos concursos. Não sei se os espinhos são as contas, doença, separação ou o que for, mas espinhos não são limitadores para as águias.

A galinha aceita ficar presa, a águia não. Algumas pessoas aceitam uma situação de “prisão”, limitadora, enquanto outras ousam melhorar de vida. A galinha faz seu ninho ao nível do chão, sem pensar alto, coisa que uma águia não imagina. Ela voa, pensa e aninha-se no alto, que é para onde se dirige sempre.

Enquanto há várias espécies de galinha, temos na águia uma espécie rara. Concursandos organizados, estudiosos e que fazem o que é o certo são raros... e são os que passam, mais cedo ou mais tarde!

A diferença não é o que acontece com a águia ou com a galinha, mas como essas duas aves reagem ao que acontece com elas, como elas encaram sua existência e como lidam com ninhos, espinhos, alimentação, desafios etc. Por isso elas são tão diferentes.

O livro de Obadias, na Bíblia, diz “Se te remontares como a águia, e puseres o teu ninho entre as estrelas...” (1.4). Este é o desafio: não importa como você foi até hoje, mas sim que se “remonte” como águia, que é o que você já é ou pode vir a ser. Para ser um concurseiro-águia, basta pensar e agir como um, pois “somos o que pensamos e fazemos”.

Ponha seu “ninho” entre as estrelas: você merece.