No início do mês, fui preletor na 14ª Conferência Inspire Brasil
2014, realizada na PIB de São José dos Campos, em São Paulo. É uma igreja
enorme, linda, com espaço para 1.800 pessoas sentadas confortavelmente e agora em
construção para ter 6.500 lugares. Tem um colégio belíssimo, um complexo
esportivo para 15 diferentes modalidades, centro de convenções com três
restaurantes, rádio, programas de TV, editora, produtora, uma linda
instituição social ABAP, que atende mais de duas mil pessoas carentes por
mês, missionários pelo mundo, acampamento, abrange todas as faixas
etárias, acabou de realizar o Auto de Páscoa para 31 mil pessoas da cidade etc.
E a conferência realizada atingiu os seguintes números: 1.282 inscritos de 20
Estados e do DF, seis preletores de plenárias e 20 workshops. Eles levaram
preletores do Brasil e do exterior, dando oportunidade a todos os participantes
de ter treinamento sobre liderança de alto nível.
Como disse no texto anterior, infelizmente existe um vezo no Brasil de
se desconfiar genericamente de igrejas grandes, e de se louvar, de forma
acrítica, igrejas pequenas. Os que assim agem não percebem que, em alguns
casos, igrejas são grandiosas por conta da Graça de Deus, e outras, pequenas,
justamente pela falta Dela. Cada caso é um caso. Existem bons e maus motivos
para ser “grande” ou “pequeno” no tamanho. Cada tamanho de igreja envolve suas
vantagens e desvantagens e, qualquer que seja ele, o que faz a verdadeira
grandeza de uma igreja não é seu porte, mas o quanto cumpre suas missões,
aquelas dadas por Jesus Cristo. Não acredito que existam igrejas grandes ou
pequenas simplesmente, porque uma igreja é um organismo vivo, segundo
as Escrituras (Ef. 4:12), portanto ela pode ser grande e flácida ou
pequena, atrofiada e inoperante! E assim ambas estarão doentes! Qual é o
caminho? A saúde de uma igreja consiste em sua multiplicação e
movimento. Nem tudo que cresce é saudável, mas o que
é saudável cresce e se reproduz, como o nosso corpo. Se uma igreja é
saudável, ela vai crescer seja na sede ou plantando novas igrejas, porque com
a saúde virão as conversões.
Conheço, como esta, excelentes megaigrejas brasileiras, que
fazem um trabalho de excelência, e assim
inspiram outras. Entendo que as saudáveis são as que desejam crescer não pelo
crescimento em si, ou seja, por vaidade ou foco apenas em si mesmas, mas como
forma de levar Jesus e o Evangelho, e a transformação e serviço, ao maior
número de pessoas. São e querem ser excelentes e brilhar, mas pelos motivos e
para os fins propostos em Mateus 5.16.
Então, aqui fica
o elogio àqueles que, com entusiasmo, fé e dedicação, e seguindo os
parâmetros cristãos, conseguem criar estruturas grandes e, por isso,
capazes de realizar projetos de larga envergadura em prol do Reino.
