por Nelson Bomilcar
Nossas escolhas
provocam resultados a curto, médio e longo prazo. Prazos que, aliás, nunca
sabemos de fato, já que a vida, segundo um escritor bíblico, é como a neblina
que por um instante existe e logo se dissipa. A existência humana é curta e
efêmera, com o que concordam filósofos, religiosos e pensadores de todas as
épocas. A vida requer significados e propósitos para que seja justificada e, de
fato, desfrutada no melhor que pode oferecer.
Fazer escolhas,
talvez, seja o exercício racional e emocional mais intenso e constante durante
nossa jornada como seres humanos. É experiência cotidiana da qual não podemos
fugir e não temos como negar. Na infância, recebemos de pais ou responsáveis as
referências que tendem a nos acompanhar pela vida afora. A partir dali, o que
escolhemos e plantamos trará consequências que irão escrever nossas histórias.
Deus já as conhece no tempo e espaço, mas não nos poupa ou priva de tomar as
decisões que nos levará ao crescimento como seres humanos e como pessoas, para
que vivamos uma fé adulta e responsável.
Fomos criados com
consciência, com um mínimo de senso de certo ou errado – como Paulo esclareceu
à igreja de Roma –, que ora nos acusa, ora nos absolve. Esta consciência sensibilizada
pela ação do Espírito Santo em nós é que nos dá a compreensão do pecado, da
justiça e do juízo; do bem e do mal. Ela traz para cada ser humano a capacidade
de entender e discernir a vida no seu sentido espiritual e existencial mais
profundo, que influencia nossas decisões e os relacionamentos que vamos
construindo na família, na profissão, na vida em comunidade e na sociedade.
Para fazer boas e
significativas escolhas, precisamos construir uma espiritualidade com raízes,
alicerces bem construídos, feita com sabedoria que vem do alto e que está
disponível a todos, dada liberalmente por Deus: um Deus que se apresenta, que
se revela, que se relaciona, que deseja comungar conosco e partilhar com
intimidade e amizade nossa existência. Isso traz repercussões éticas, morais e
espirituais em nosso dia a dia, fazendo que o que somos e realizamos repercuta
em nós, na nossa família, nas nossas atividades profissionais, em nosso
ministério e na sociedade onde vivemos.
Escolher seguir o
Deus triúno é a primeira boa escolha, reconhecendo nossa incapacidade de
corresponder ao seu amor e conduzir nossa vida refletindo seu caráter, já que
compartilhou conosco sua imagem e semelhança. Sem ele, não conseguimos
manifestar sua glória, e nada podemos ser e fazer de forma a agradá-lo,
principalmente por causa de nossa natureza caída e da nossa desistência de
levá-lo a sério, vivendo inicialmente para nós mesmos. Escolher a Cristo como
Senhor, Salvador, pastor e amigo é, também, uma escolha vital e inteligente,
com repercussões no presente e na eternidade. Conhecer seu Evangelho e sua
vontade para nós, como seres humanos, vivendo uma vida de fato significativa e
relevante perante o próximo, deixará boas e profundas marcas, cuja magnitude
jamais conseguiremos avaliar no todo.
Escolher valorizar
a família e sua preservação em aliança, em amor e em perdão, mesmo com todos os
fortes ventos contrários e lutas do caminho, é e será sempre uma escolha sábia,
madura e com visão de futuro. Por outro lado, não valorizar a família e os
absolutos inegociáveis de Deus – verdade, justiça, dignidade, amor e retidão –,
é engano que trará tristeza, ruína e morte.
Escolher fazer o
bem e o que é certo aos olhos de Deus, isto é, diante de sua Palavra revelada,
do Verbo que se fez carne, do Cristo que se identificou conosco como homem, e
com todas as implicações radicais de sua mensagem, será uma escolha correta,
fascinante, desafiadora e abençoadora. Não nos arrependamos de fazer o bem e o
que é certo para Deus; confirmaremos, assim, que estamos dispostos a amá-lo em
primeiro lugar, amando ao próximo como a nós mesmos.
Escolhamos, sempre,
os caminhos e valores que promovam a vida! Com nossas boas e corretas escolhas,
podemos viver com alegria, esperança, profundidade e rico significado,
abençoando aos que nos cercam numa saudável dinâmica comunitária. Assim,
alinhamos o que somos e fazemos dentro da missão de implantar o Reino de Deus,
ajudando as pessoas a seguirem, servirem e amarem o Mestre e doador da vida.
Fonte: Cristianismo Hoje
Enviado por: Blog Editora Mundo Cristão

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