A visita do time do Santos ao lar espírita Mensageiros da Luz ainda está gerando polêmica. Principais jogadores da equipe – como Robinho, Neymar e Paulo Henrique Ganso – não entraram na casa de caridade e disseram, nesta sexta-feira, que tomaram tal atitude por questões religiosas. Segundo Samir Carvalho, do site Terra, "apesar de os jogadores do Santos estarem sofrendo repreensão por não terem entrado no lar espírita, por outro lado, a direção santista quebrou o manual de conduta do próprio clube, que é entregue aos atletas. A 'cartilha' proíbe manifestações religiosas, inclusive, em eventos públicos. 'Evitar mensagens religiosas em comemorações, entrevistas coletivas e eventos públicos do clube', diz a cartilha no item manual de condutas. A revelação de que há a proibição de mensagens religiosas na cartilha foi feita pelo próprio presidente do clube, Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro. Na ocasião, o tema gerou polêmica: especulou-se no clube que o item teria sido colocado para vetar as pregações do volante Roberto Brum, evangélico declarado no meio do futebol. "
Em entrevista à Rádio Bandeirantes, o Presidente do clube lamentou a atitude de parte dos jogadores do Peixe, que decidiram não entrar no local para participar da doação de ovos de Páscoa, mas entende os atletas. Segundo a notícia (disponível no LancePress), o presidente disse: "- Respeito a decisão de cada um. Não tem nenhuma cláusula no contrato para que eles sejam caridosos. Lamento, mas entendo. Já tive 18 anos e, nessa idade, a gente é radical e fundamentalista nas decisões. Quando vivemos mais, aprendemos a relativizar as coisas. Ajudar ao próximo é obrigação de quem tem coração e alma. Caridade está acima de tudo, porque ajudar ao próximo é também ajudar a Deus. Amor ao próximo não tem nada a ver com religião. Caridade é uma atitude universal. Não tem nada a ver com credo religioso - comentou. "
Contudo, é evidente que os rapazes foram tachados de fundamentalistas e radicais. O Presidente indicou sua opção pela caridade como valor superior. Caridade é algo maravilhoso, claro. Mas ele está impondo sua visão do mundo aos atletas. Ele, o Presidente, não precisa seguir as regras; os atletas são "fundamentalistas". Não está sendo levado em conta a decisão da direção do Santos de proibir que os jogadores falem em religião usando a camisa do Santos; decisão que a própria diretoria não respeitou, ainda que com meritórias intenções.
Ao meu ver, os atletas deveriam ter participado do evento em tela, mas esta é a minha opinião. Não posso impô-la pela força. Como poderei ser patrulhado também, informo desde já que, embora protestante, participo de uma ONG católica, a Educafro, mantida pelos franciscanos, e faço doações para instituições espíritas. Vim falar da Constituição, e do que ela assegura a todos. Estão tripudiando sobre os jogadores sem se perceber que eles estão sendo vítimas de intolerância.
Hoje, aos 42 anos de idade, participo de eventos de caridade espíritas e católicos, mas, na idade desses rapazes, tinha a cabeça diferente. Precisei evoluir. Mas não se faz alguém evoluir constrangendo, ofendendo ou desrespeitando o direito de a pessoa não querer participar de algo. Isso é um direito, não é um favor. Direito de ir e vir, direito de opinião etc.
Forçar a participação é errado. Ainda mais no caso concreto, onde a diretoria proíbe se falar em religião com a camisa do time. Não sei se é o caso, mas se um atleta não pode se manifestar sobre sua religião, talvez se ache no direito de, com a camisa do time, também não ir a alguma instituição de outra religião. Está errado, mas é uma reação proporcional para quem está sendo constrangido em sua liberdade religiosa.
Aliás, a regra de não se falar em religião é uma visão completamente equivocada do laicismo. A tolerância impõe que respeitemos todas as religiões e não que as eliminemos da vida coletiva. Em geral, o laicismo (equivocado) só serve para calar a religião dos outros, e jamais a de quem pratica essa perversão de um conceito saudável. Além disso, não é qualquer pessoa que quer, gosta ou lida bem com visita a instituições com crianças em situação como a que está em tela. Ninguém é obrigado à caridade ou ir a lugares onde, por alguma razão, não se sinta à vontade. Crianças com paralisia cerebral não têm religião! Isso é o óbvio. Acho que eles poderiam ter ido, seria o ideal. Mas não ir não é crime, nem merece a intolerância que está ocorrendo.
Outro ponto a ser tocado é o sonoro silêncio entre os atletas, ainda mais entre os "fundamentalistas" evangélicos. Parece que não há muita liberdade para decidir, pensar ou crer dentro do time do Santos que, apesar do nome, não está bem dentro da ideia de tolerância e diversidade que deve prevalecer.
Em algumas declarações mais recentes, pareceu estar havendo um equilíbrio maior e que o Presidente do Santos passou a tentar corrigir o problema. Mas o estigma sobre os atletas tem que ser corrigido. Mesmo assim, o site Yahoo noticiou que "para tentar encerrar a polêmica, o Presidente Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro contou, em entrevista à TV Gazeta, que tem a intenção de fazer com que alguns destaques do time, como Neymar e Ganso, doem seus uniformes de jogo para a entidade. A ideia é que essas peças sejam leiloadas e revertidas em dinheiro para a instituição". Ou seja, mesmo quando tenta corrigir o erro, o presidente continua mostrando seu viés autocrático e desrespeito em relação a decisões que, agradem ou não, estão no plano íntimo de cada um dos atletas.
Como disse Ed Renê Kivitz sobre o caso, "os meninos da Vila pisaram na bola. Mas prefiro sair em sua defesa. Eles não erraram sozinhos. Fizeram a cabeça deles." Eles não são teólogos, e são jovens. Estão mais próximos, se erraram, de ter seguido conceitos de uma sociedade ainda intolerante. E, prossegue Kivitz: "Em síntese, quando você vive no mundo da religião, você fica no ônibus. Quando você vive no mundo da espiritualidade que a sua religião ensina – ou, pelo menos, deveria ensinar –, você desce do ônibus e dá um ovo de páscoa para uma criança que sofre a tragédia e miséria de uma paralisia mental." Mas, repito, isso é uma decisão individual. Pode ser antipático, mas a Constituição diz que se alguém não quer ir a algum lugar, seja por motivo religioso ou qualquer outro, não é certo obrigar a pessoa a fazê-lo. Não se pode obrigar alguém a ir a lugar algum, seja com crianças, com idosos, seja religioso ou laico.
Ver uma criança com paralisia cerebral é muito triste, tem gente que não lida bem com isso. Eu costumo ir a tais instituições, mas, se alguém não lida bem com isso, se não quer ir, esse fato não a torna alguém ruim.
Vale citar o Professor de Direito Constitucional Belcorígenes de Souza Sampaio Jr.: "Não obstante a meritória disposição da diretoria santista em ajudar uma instituição de caridade, tal desiderato de caridade ou marketing não pode incluir a imposição compulsória aos seus atletas em assuntos de foro íntimo, ou de ‘objeção de consciência’, que prescindem de justificação ou exposição de motivos. Trata-se de Direito Fundamental amparado pela Constituição Federal, que envolve o direito a consciência e religiosa, incluindo o DIREITO de portar-se de acordo com as suas crenças e convicções (tudo dentro da legalidade). Vale salientar, também, que todo sujeito de direitos, dentro de um Estado Constitucional de Direito como o nosso, só pode fazer ou deixar de fazer alguma coisa em virtude de lei. "
O episódio culminou com um linchamento moral dos atletas, como se fossem monstros. Não são. Um deles manteve sua posição; outros disseram que iriam, mas não sei se porque mudaram de opinião (coisa louvável) ou pela pressão que, repito, foi exagerada. Por mais que eles possam ter errado na decisão que tomaram (por imaturidade ou por convicção mesmo), isso não nos dá o direito de errar também, crucificando aqueles garotos por uma conduta talvez até impensada, ou pensada, não se sabe. Não podemos obrigar alguém a fazer algo contrário aos seus ideais, aos seus princípios. É tudo questão de tolerância e consciência. Acho que qualquer tipo de intolerância é danosa. E, à talvez intolerância desses rapazes, o que a sociedade, inclusive intelectuais respeitados, está devolvendo é mais intolerância. O amor, elo comum entre evangélicos e espíritas, se obtém com amor e não à força. Quando se faz alguém decidir pela força, perdemos todos: evangélicos, espíritas e o país de um modo geral.
Em entrevista à Rádio Bandeirantes, o Presidente do clube lamentou a atitude de parte dos jogadores do Peixe, que decidiram não entrar no local para participar da doação de ovos de Páscoa, mas entende os atletas. Segundo a notícia (disponível no LancePress), o presidente disse: "- Respeito a decisão de cada um. Não tem nenhuma cláusula no contrato para que eles sejam caridosos. Lamento, mas entendo. Já tive 18 anos e, nessa idade, a gente é radical e fundamentalista nas decisões. Quando vivemos mais, aprendemos a relativizar as coisas. Ajudar ao próximo é obrigação de quem tem coração e alma. Caridade está acima de tudo, porque ajudar ao próximo é também ajudar a Deus. Amor ao próximo não tem nada a ver com religião. Caridade é uma atitude universal. Não tem nada a ver com credo religioso - comentou. "
Contudo, é evidente que os rapazes foram tachados de fundamentalistas e radicais. O Presidente indicou sua opção pela caridade como valor superior. Caridade é algo maravilhoso, claro. Mas ele está impondo sua visão do mundo aos atletas. Ele, o Presidente, não precisa seguir as regras; os atletas são "fundamentalistas". Não está sendo levado em conta a decisão da direção do Santos de proibir que os jogadores falem em religião usando a camisa do Santos; decisão que a própria diretoria não respeitou, ainda que com meritórias intenções.
Ao meu ver, os atletas deveriam ter participado do evento em tela, mas esta é a minha opinião. Não posso impô-la pela força. Como poderei ser patrulhado também, informo desde já que, embora protestante, participo de uma ONG católica, a Educafro, mantida pelos franciscanos, e faço doações para instituições espíritas. Vim falar da Constituição, e do que ela assegura a todos. Estão tripudiando sobre os jogadores sem se perceber que eles estão sendo vítimas de intolerância.
Hoje, aos 42 anos de idade, participo de eventos de caridade espíritas e católicos, mas, na idade desses rapazes, tinha a cabeça diferente. Precisei evoluir. Mas não se faz alguém evoluir constrangendo, ofendendo ou desrespeitando o direito de a pessoa não querer participar de algo. Isso é um direito, não é um favor. Direito de ir e vir, direito de opinião etc.
Forçar a participação é errado. Ainda mais no caso concreto, onde a diretoria proíbe se falar em religião com a camisa do time. Não sei se é o caso, mas se um atleta não pode se manifestar sobre sua religião, talvez se ache no direito de, com a camisa do time, também não ir a alguma instituição de outra religião. Está errado, mas é uma reação proporcional para quem está sendo constrangido em sua liberdade religiosa.
Aliás, a regra de não se falar em religião é uma visão completamente equivocada do laicismo. A tolerância impõe que respeitemos todas as religiões e não que as eliminemos da vida coletiva. Em geral, o laicismo (equivocado) só serve para calar a religião dos outros, e jamais a de quem pratica essa perversão de um conceito saudável. Além disso, não é qualquer pessoa que quer, gosta ou lida bem com visita a instituições com crianças em situação como a que está em tela. Ninguém é obrigado à caridade ou ir a lugares onde, por alguma razão, não se sinta à vontade. Crianças com paralisia cerebral não têm religião! Isso é o óbvio. Acho que eles poderiam ter ido, seria o ideal. Mas não ir não é crime, nem merece a intolerância que está ocorrendo.
Outro ponto a ser tocado é o sonoro silêncio entre os atletas, ainda mais entre os "fundamentalistas" evangélicos. Parece que não há muita liberdade para decidir, pensar ou crer dentro do time do Santos que, apesar do nome, não está bem dentro da ideia de tolerância e diversidade que deve prevalecer.
Em algumas declarações mais recentes, pareceu estar havendo um equilíbrio maior e que o Presidente do Santos passou a tentar corrigir o problema. Mas o estigma sobre os atletas tem que ser corrigido. Mesmo assim, o site Yahoo noticiou que "para tentar encerrar a polêmica, o Presidente Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro contou, em entrevista à TV Gazeta, que tem a intenção de fazer com que alguns destaques do time, como Neymar e Ganso, doem seus uniformes de jogo para a entidade. A ideia é que essas peças sejam leiloadas e revertidas em dinheiro para a instituição". Ou seja, mesmo quando tenta corrigir o erro, o presidente continua mostrando seu viés autocrático e desrespeito em relação a decisões que, agradem ou não, estão no plano íntimo de cada um dos atletas.
Como disse Ed Renê Kivitz sobre o caso, "os meninos da Vila pisaram na bola. Mas prefiro sair em sua defesa. Eles não erraram sozinhos. Fizeram a cabeça deles." Eles não são teólogos, e são jovens. Estão mais próximos, se erraram, de ter seguido conceitos de uma sociedade ainda intolerante. E, prossegue Kivitz: "Em síntese, quando você vive no mundo da religião, você fica no ônibus. Quando você vive no mundo da espiritualidade que a sua religião ensina – ou, pelo menos, deveria ensinar –, você desce do ônibus e dá um ovo de páscoa para uma criança que sofre a tragédia e miséria de uma paralisia mental." Mas, repito, isso é uma decisão individual. Pode ser antipático, mas a Constituição diz que se alguém não quer ir a algum lugar, seja por motivo religioso ou qualquer outro, não é certo obrigar a pessoa a fazê-lo. Não se pode obrigar alguém a ir a lugar algum, seja com crianças, com idosos, seja religioso ou laico.
Ver uma criança com paralisia cerebral é muito triste, tem gente que não lida bem com isso. Eu costumo ir a tais instituições, mas, se alguém não lida bem com isso, se não quer ir, esse fato não a torna alguém ruim.
Vale citar o Professor de Direito Constitucional Belcorígenes de Souza Sampaio Jr.: "Não obstante a meritória disposição da diretoria santista em ajudar uma instituição de caridade, tal desiderato de caridade ou marketing não pode incluir a imposição compulsória aos seus atletas em assuntos de foro íntimo, ou de ‘objeção de consciência’, que prescindem de justificação ou exposição de motivos. Trata-se de Direito Fundamental amparado pela Constituição Federal, que envolve o direito a consciência e religiosa, incluindo o DIREITO de portar-se de acordo com as suas crenças e convicções (tudo dentro da legalidade). Vale salientar, também, que todo sujeito de direitos, dentro de um Estado Constitucional de Direito como o nosso, só pode fazer ou deixar de fazer alguma coisa em virtude de lei. "
O episódio culminou com um linchamento moral dos atletas, como se fossem monstros. Não são. Um deles manteve sua posição; outros disseram que iriam, mas não sei se porque mudaram de opinião (coisa louvável) ou pela pressão que, repito, foi exagerada. Por mais que eles possam ter errado na decisão que tomaram (por imaturidade ou por convicção mesmo), isso não nos dá o direito de errar também, crucificando aqueles garotos por uma conduta talvez até impensada, ou pensada, não se sabe. Não podemos obrigar alguém a fazer algo contrário aos seus ideais, aos seus princípios. É tudo questão de tolerância e consciência. Acho que qualquer tipo de intolerância é danosa. E, à talvez intolerância desses rapazes, o que a sociedade, inclusive intelectuais respeitados, está devolvendo é mais intolerância. O amor, elo comum entre evangélicos e espíritas, se obtém com amor e não à força. Quando se faz alguém decidir pela força, perdemos todos: evangélicos, espíritas e o país de um modo geral.
14 comentários:
Parabéns pelo texto. Antes de lê-lo, também estava entre aqueles que apenas menosprezam a atitude dos atletas, sem dar a eles a justa oportunidade de escolha, no verdadeiro sentido de Estado laico em que vivemos.
Vanessa C. P. Brunetta
Bom demais ler um texto tão bom a respeito desse assunto polêmico.
Certamente fiquei melhor.
Obrigada mestre.
Helena
Quando se faz algo imposto pela forca o Brasil não anda e acabamos perdendo todos,expos muito bem Dr não vejo problema se eles tivessem ido numa boa,alias com certeza seria ate menos polemico,mais nao é por forca que o individuo vai fazer algum evento social tambem né.Abracos a todos.
Vanessa e Helena,
Obrigado por suas postagens! Pelo apoio e pelo carinho também!
Abraço fraterno!
Pastor William, sempre que penso no senhor eu falo Pastor, será que Deus está te chamando para a obra ? Seja como for, quero deixar aqui os meus respeitos e falar uma palavra de bencao para a sua vida: que pela sua vida, muitas outras sejam salvas para Jesus Cristo !
Escuto um cd da Aline Barros, fruto de amor, muito bom, indico. A faixa 4 principalmente.
Hoje eu moro na Europa, Deus tem me abencoado tremendamente e creio que Ele tem me levantado por aqui, assim como a ti, pois Ele é fiel. Sou casada, tenho filhos e um dia fui sua aluna na Universo, 99.
Enfim, para mim vc é um exemplo de como Jesus pode exaltar uma pessoa, através das oracoes. Que sua vida seja sempre bencaos !!! Tenho orgulho de ter sido sua aluna e Jesus tem mais ainda, você é de Deus e a Sua graca vos basta. Abracos respeitosos!
Adorei o blog, parabéns!
Auto assinatura: http://www4.pr.gov.br/escolas/alunos/dadosaluno.jsp?cod=569122155&nomea=DOUGLAS%20KLEMANN&dtnasc=30/06/1995&sexo=MASCULINO
Bom dia!
Tolerância. Uma palavra que evitaria guerras. Pouco praticada no cotidiano. Costumamos comparar gostos e opções, e frequentemente achamos que a nossa posição é a melhor. Certa vez, um professor me disse que não existia uma verdade universal sobre nossa existência. Que cada pessoa, sociedade, elabora a sua verdade. E que durante a vida poderia mudar de opinião e escolher uma outra verdade para apoiar seu modo de viver. Lembro que fiquei chocada. Mas depois de refletir parei de querer impor a minha verdade aos outros. Parabéns pela sensibilidade William! E obrigada pela reflexão proporcionada!
Ângela
"Fazer o bem, não importa a quem".
Vivemos numa pluralidade muito grande de religiões, e cada uma com seus dogmas e doutrinas, buscando sempre preencher o vazio existencial que há em nós. Não adianta! Para vivermos em uma sociedade mais fraterna e justa, é necessário respeitar o outro de uma forma global, seja na sua sexualidade, na sua raça, religião...
Sou cristão católico praticante e nem por isso vou deixar de ter amigos protestantes, espíritas, budistas, ateus e outros. E tão pouco deixarei de ir a um de seus cultos, se convidado. Creio que seria da minha parte uma descortesia e uma indelicadeza enorme, agir desta forma.
Por outro lado é preciso também respeitar se eles não quiseram entrar no centro espírita. Apesar de achar que tal ato não influenciaria em nada sua fé. E outra, se eles não comungam e não concordam com a religião espírita, por que ajudaram nas doações.
Abraço ecumênico a todos.
A maturidade evolui com o passar do tempo. Lá ná frente, eles verão que deveriam, embora contrários à doutrina espírita, participar do evento.
O verdadeiro sentido do cristianismo é o amor ao próximo, ele ultrapassa qualquer barreira religiosa, porém devemos considerar a inexperiância dos atletas e a falta de comunicação dos organizadores do evento.
A intolerância só não se manifesta quando você está na onda, principalmente se for na onda da mídia, da moda.
Parabéns, professor, pelo texto!
Recebi este email de um amigo. A mensagem fala por si só:
É de René Kivitz, pastor
evangélico , santista desde pequenino, as seguintes poderações:
"Os meninos da Vila pisaram na bola! Mas prefiro sair em sua defesa.
Eles não erraram sozinhos. Fizeram a cabeça deles. O mundo religioso é mestre em fazer a cabeça dos outros. Por isso cada vez mais me convenço que o Cristianismo implica a superação da religião, e cada vez mais me dedico a pensar nas categorias da espiritualidade, em detrimento das categorias da religião.
A religião está baseada nos ritos, dogmas e credos, tabus e códigos morais de cada tradição de fé. A espiritualidade está fundamentada nos conteúdos universais da Bíblia e de cada uma das tradições de fé.
Quando você começa a discutir quem vai para céu e quem vai para o inferno, ou se Deus é a favor ou contra à prática do homossexualismo, ou mesmo se você tem que subir uma escada de joelhos ou dar o dízimo na igreja para alcançar o favor de Deus, você está discutindo religião.
Quando você começa a discutir se o correto é a reencarnação ou a ressurreição, a teoria de Darwin ou a narrativa do Gênesis, e se o
livro certo é a Bíblia ou o Corão, você está discutindo religião.
Quando você fica perguntando se a instituição social é espírita kardecista, evangélica, ou católica, você está discutindo religião.
O problema é que toda vez que você discute religião você afasta as pessoas umas das outras, promove o sectarismo e a intolerância.
A religião coloca de um lado os adoradores de Allá, de outro os adoradores de Yahweh, e de outro os adoradores de Jesus. Isso sem
falar nos adoradores de Shiva, de Krishna e devotos do Buda, e por aí vai.
E cada grupo de adoradores deseja a extinção dos outros, ou pela conversão à sua religião, o que faz com que os outros deixem de existir enquanto outros e se tornem iguais a nós, ou pelo extermínio através do assassinato em nome de Deus, ou melhor, em nome de um deus, com d minúsculo, isto é, um ídolo que pretende se passar por Deus.
Mas quando você concentra sua atenção e ação, sua práxis, em valores como reconciliação, perdão, misericórdia, compaixão, solidariedade, amor e caridade, você está no horizonte da espiritualidade, comum a todas as tradições religiosas. E quando você está com o coração cheio de espiritualidade, e não de religião, você promove a justiça e a paz.
Os valores espirituais agregam pessoas, aproximam os diferentes, fazem com que os discordantes no mundo das crenças se dêem as mãos no mundo da busca de superação do sofrimento humano, que a todos nós humilha e iguala, independentemente de raça, gênero, e inclusive religião.
Em síntese, quando você vive no mundo da religião, você fica no ônibus. Quando você vive no mundo da espiritualidade que a sua religião ensina – ou pelo menos deveria ensinar, você desce do ônibus e dá um ovo de páscoa para uma criança que sofre a tragédia e miséria de uma paralisia mental."
Trecho de um artigo do Pastor Evangélico René Kivitz, sobre o assunto:
"Quando você começa a discutir quem vai para céu e quem vai para o inferno, ou se Deus é a favor ou contra à prática do homossexualismo, ou mesmo se você tem que subir uma escada de joelhos ou dar o dízimo na igreja para alcançar o favor de Deus, você está discutindo religião.
Quando você começa a discutir se o correto é a reencarnação ou a ressurreição, a teoria de Darwin ou a narrativa do Gênesis, e se o
livro certo é a Bíblia ou o Corão, você está discutindo religião.
Quando você fica perguntando se a instituição social é espírita kardecista, evangélica, ou católica, você está discutindo religião.
O problema é que toda vez que você discute religião você afasta as pessoas umas das outras, promove o sectarismo e a intolerância.
A religião coloca de um lado os adoradores de Allá, de outro os adoradores de Yahweh, e de outro os adoradores de Jesus. Isso sem
falar nos adoradores de Shiva, de Krishna e devotos do Buda, e por aí vai.
E cada grupo de adoradores deseja a extinção dos outros, ou pela conversão à sua religião, o que faz com que os outros deixem de existir enquanto outros e se tornem iguais a nós, ou pelo extermínio através do assassinato em nome de Deus, ou melhor, em nome de um deus, com d minúsculo, isto é, um ídolo que pretende se passar por Deus.
Mas quando você concentra sua atenção e ação, sua práxis, em valores como reconciliação, perdão, misericórdia, compaixão, solidariedade, amor e caridade, você está no horizonte da espiritualidade, comum a todas as tradições religiosas. E quando você está com o coração cheio de espiritualidade, e não de religião, você promove a justiça e a paz. Os valores espirituais agregam pessoas, aproximam os diferentes, fazem com que os discordantes no mundo das crenças se dêem as mãos no mundo da busca de superação do sofrimento humano, que a todos nós humilha e iguala, independentemente de raça, gênero, e inclusive religião.
Em síntese, quando você vive no mundo da religião, você fica no ônibus. Quando você vive no mundo da espiritualidade que a sua religião ensina – ou pelo menos deveria ensinar, você desce do ônibus e dá um ovo de páscoa para uma criança que sofre a tragédia e miséria de uma paralisia mental."
Trecho de um artigo do Pastor Evangélico René Kivitz, sobre o assunto:
"Quando você fica perguntando se a instituição social é espírita kardecista, evangélica, ou católica, você está discutindo religião. O problema é que toda vez que você discute religião você afasta as pessoas umas das outras, promove o sectarismo e a intolerância. A religião coloca de um lado os adoradores de Allá, de outro os adoradores de Yahweh, e de outro os adoradores de Jesus. Isso sem falar nos adoradores de Shiva, de Krishna e devotos do Buda, e por aí vai. E cada grupo de adoradores deseja a extinção dos outros, ou pela conversão à sua religião, o que faz com que os outros deixem de existir enquanto outros e se tornem iguais a nós, ou pelo extermínio através do assassinato em nome de Deus, ou melhor, em nome de um deus, com d minúsculo, isto é, um ídolo que pretende se passar por Deus.
Mas quando você concentra sua atenção e ação, sua práxis, em valores como reconciliação, perdão, misericórdia, compaixão, solidariedade, amor e caridade, você está no horizonte da espiritualidade, comum a todas as tradições religiosas. E quando você está com o coração cheio de espiritualidade, e não de religião, você promove a justiça e a paz. Os valores espirituais agregam pessoas, aproximam os diferentes, fazem com que os discordantes no mundo das crenças se dêem as mãos no mundo da busca de superação do sofrimento humano, que a todos nós humilha e iguala, independentemente de raça, gênero, e inclusive religião. Em síntese, quando você vive no mundo da religião, você fica no ônibus. Quando você vive no mundo da espiritualidade que a sua religião ensina – ou pelo menos deveria ensinar, você desce do ônibus e dá um ovo de páscoa para uma criança que sofre a tragédia e miséria de uma paralisia mental."
Tem um livro do autor Marcos Tadeu Cardoso intitulado de A VERDADEIRA FACE DOS LIDERES RELIGIOSOS, ele fala e desmascara o Bispo Edir Macedo e profeta William M. Branham. O autor desmascara e fala da corrupção e da manipulação dos fiéis, ele está disponibilizado gratuitamente no 4shared.
O web site dele é
http://www.marcostadeucardoso.blogspot.com
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