
por Israel Belo de Azevedo
A
história de cada um de nós tem dois começos. Na verdade, três.
O
segundo começo é quando nascemos. Sabemos um pouco dele, pelas fotos, se foram
feitas e guardadas; ou pelos relatos, se nos são feitos. Nascemos antes, na
verdade, e nada sabemos: os padrões de nossas famílias, podendo ser mais fortes
os paternos ou os maternos. Esses padrões que as influências nos legam têm a
ver com a nossa atitude perante a vida.
Alguns
séculos antes de nascermos já tínhamos a propensão para uma doença ou estávamos
marcados para a força; dezenas de anos antes da palmadinha primordial nas
nádegas, estava inscrito como andaríamos; o modo como nossos pais tratavam o
dinheiro já era o nosso jeito de nos relacionar com o meio de pagar ou ser
feliz; o jeito como nossos avós enfrentavam os seus desafios nós o
reproduzimos.
Então,
cada um com a sua pompa e circunstância, nascemos, tendo diante de nós três
alternativas, entre outras: carimbamos tudo como sendo a nossa vida, recusamo-nos
a receber as heranças todas ou vamos fazendo mudanças no roteiro.
Para
nascer, pela terceira vez, e viver na nossa vez, precisamos tomar consciência
da vida que somos. Em nossa singularidade, carregamos traços que nos precedem e
vamos fazendo marcas que nos acompanham. Não somos apenas resto de fumaça,
porque podemos ser fogo. Não somos apenas papel amassado, porque podemos ser
folha nova. Não somos laranja bichada, porque podemos ser produto limpo. Não
somos gado no quintal, porque podemos ser o vaqueiro.
Diante
das heranças (de ontem) e das influências (de hoje), ao som dos embates de
hoje, vamos dando contorno aos nossos músculos.
A
história que escrevemos é a nossa história. Talvez não peguemos do primeiro
capítulo, mas temos o poder de mudar o enredo e preparar a capa do romance da
nossa existência.
Nossa
história será a que fizermos dela. Não estamos condenados a repetir o passado
ou a fazer o que todo mundo faz. Fomos feitos por Deus para vidas plenas e não
podemos aceitar senão a plenitude.
Fonte: Blog Mundo Cristão
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