terça-feira, 19 de maio de 2009

STF apura fraude envolvendo juízes do Rio

Seis juízes fluminenses têm prazo de 30 dias, concedido pelo ministro Eros Grau, para defesa em ação instaurada no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre supostas fraudes no concurso que os aprovou em 2006. Ricardo Aziz Creton, membro da banca examinadora, denunciou quebra de sigilo nas questões que ele elaborou. “Com base em perícia do Instituto Nacional de Criminalística, o MP acusa os juízes aprovados de identificar as suas provas para que os examinadores os favorecessem na fase de correção. Para os promotores responsáveis pela denúncia, a decisão de Eros Grau, no sentido de citar os réus, significa na prática a aceitação do pedido inicial. Ao todo, 2.083 candidatos fizeram as provas, dos quais 33 eram parentes de juízes. Ao fim do concurso, dos 24 aprovados, sete eram familiares. Segundo a denúncia, a probabilidade de isso acontecer é de seis vezes a cada cem milhões de concursos. Outro indício de fraude foi o fato de que, na prova de Direito Tributário, as respostas de sete candidatos eram muito semelhantes ao gabarito elaborado pelos membros da banca examinadora. Esse gabarito estava de posse do então presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Sérgio Cavalieri. O Ministério Público sustenta que alguns candidatos usaram marcas feitas com corretivo para identificar suas provas diante dos integrantes da banca. Nos casos, o uso de corretivo era dispensável, já que estava num espaço em branco da prova.” (Fonte: O Globo - Chico Otavio e Carolina Brígido - RIO e BRASÍLIA)

8 comentários:

Mezac disse...

"Segundo a denúncia, a probabilidade de isso acontecer é de seis vezes a cada cem milhões de concursos"
isso porva que tudo é possivel, ainda mais se tratando de Brasil.
Lamentável ver pessoas que deveriam servir de exemplos a sociedade fazendo uso de meios ilicitos.

Helena disse...

Que justiça seja feita!

MARCELO MAIA disse...

Eu acredito no concurso público. Tenho fé em um resultado justo!!
Quem comete fraude não merece ocupar cargo ou emprego público.

Anônimo disse...

Essa questão da probabiide é muito relativa e tem que ser analisada a olhos isentos.
Tem muito sensacionalismo aí. Não foi dito que muitos parentes de Juízes convivem desde de cedo com o direito, e ainda tem em quem se espelhar.
Não estou dizendo que não houve fraude, mas sim que é bem provavel que algumas dessas pessoas fizeram por merecer ocargo, e passarão por muita humiliação por conta de excesso de divulgação inresponsável de algo que ainda nao foi investigado, e muito menos julgado.
Nao tenho nenhum parente ocupando altos cargos, por isso posso falar.

William Douglas disse...

Mezac, Helena, Marcelo e Anônimo... li todas as mensagens deixadas por vcs. Muito obrigado! Entrem e postem suas opiniões sempre que quiserem!

Russian Kozak disse...

Esperamos que a justiça seja feita de forma coerente e imparcial e, em havendo realmente fraude,todos os envolvidos sejam punidos sob a forma da lei.

William Douglas disse...

Este também é o meu desejo, Russian.
Obrigado pela participação!

Unknown disse...

Prezado William, estou me sentindo injustiçada diante do que me deparei ontem em relação a concursos. Enviei um email explicando tudinho, gostaria de obter uma valiosa opinião sua, desde já, sou muito grata!