quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Os livros de Arair

O Evangelho é claro em anunciar que as generosidades ao próximo devem ser mantidas em segredo, não devendo a mão direita saber que dádivas ofertou a esquerda. E mais, que aquele que informa suas bondades já recebeu a sua paga, ao passo que aquele o qual age em segredo será recompensado pelo Pai, que tudo vê em secreto.
Na antevéspera do Ano Novo presenteei Arair com alguns livros, e por saberem vocês desse acontecimento esvai-se neste ato qualquer recompensa que eu poderia vir a ter pelo exercício da generosidade. Uma lástima, mas não poderia me furtar ao compartilhamento das impressões tomadas, e, há de se aceitar, esta será a minha recompensa, e a compartilho agora. Como você saberá adiante, meu maior intento é num futuro distante ler esse texto e recordar algo que não me agrada ser perdido nos armazéns extensos da memória.
Eu estava na Livraria da Travessa, no BarraShopping: linda, enorme, mágica, algo a fazer recordar a expressão de Borges, de que o paraíso deve ser algo parecido com uma livraria. Por mim, creio que meninos em um parque de diversões da Disney não devem ficar tão loucos quanto fico diante de tantos livros, CDs, DVDs, mp3s e outras letras, além do café. Não logro passar por alguma livraria sem levar ao menos um livro, ou dois, talvez três, num vício insano que faz com que as pilhas de livros por ler sejam cada vez mais altas, dado que livros e livrarias andam se multiplicando, graças a Deus, enquanto, outra lástima, meu tempo ao invés de crescer, rarefaz-se.
De algum modo, ter o livro satisfaz uma parte do desejo de lê-lo, e nos iludimos com a sensação de que a proximidade dele, ali na estante, o tornará mais fácil de ser lido, tanto quanto nos iludimos achando que o amor poderá ser exercido mais plenamente se estivermos ao lado do ser amado. Ilusão, quimera, "vanice", se esta palavra existe.
As almas e os livros não são mais nossos por estarem perto. Mas, já disse, é uma ilusão persistente e, consola-me, compartilhada por inúmeros doentes tolos como eu, que saem a comprar livros que jamais lerão. Eu, caso grave, já comprei o mesmo livro mais de uma vez, gozo a capa, leio as orelhas, alguma coisa, um prefácio, o índice, e o coitado vai para o degredo de meu armário, atrás de tantos outros livros tão igualmente desejados para ter uma vida triste, absorta na necessidade de um dia ser aberto. Quanto a isso, os livros escritos têm a mesma virtude das folhas por escrever. Aceitam tudo, esperam tudo, creem em tudo. Os livros exercitam o amor pregado nos Evangelhos. Um livro na estante é sempre um sinal de esperança, daquela antiga “esperança de tudo se ajeitar” que falava o Chico ao tratar do romance, mas que também serve para o desejo de ler todos os livros do mundo.
O livro na estante também guarda, ele mesmo, a esperança de ser aberto, lido, consumido, como queremos ser consumidos todos nós que somos de alguma coisa amantes: quero ser consumido pela mulher, pelo livro, pela vida, pelos filhos. Nasci para participar dessa mesa: quero ser comido, embora algumas vezes a vida tenha me mastigado. Todos querem ser comidos, sorvidos, apreciados pelo que amam: uma mulher, um homem, um filho, um livro, um luxo, uma barra de ouro, uma paisagem inesquecível.
Nascemos todos, árvores, homens e livros, para sermos consumidos nessa pira insaciável que é a vida, e não existe cuidado ambiental que impeça isto. E quem não é consumido não se completa, e fica aguardando, numa floresta, cama, banco de praça ou estante, que alguém apareça para consumar nosso destino: o fogo. A combustão, o ar, a queima, a cinza e o vento, que tudo leva e abana.
Apenas o tempo não se guarda em nada: ele queima mesmo enquanto aguarda. Livros aguardam serenos, homens nem tanto.
Mas me distraio: o fato é que ingressei na livraria como um peixe retirado do mar e nele re-inserido, começando sua nova vida com um grande gole de ar em seu próprio mundo; como um bicho de volta ao mato, um apaixonado de volta ao corpo da bem-amada. Como o filho pródigo, retornado e redescoberto de si mesmo: feliz por saber que era feliz sem perceber.
Na frente, de cara, Arair, lá pelos 40, 42 anos, de sua vida, negra, sem ser gorda, mas tampouco magra, entusiasmada com um livro tanto quanto um garoto com uma bola, uma menina com o último modelo de Barbie, um executivo com a alta de suas ações na Bolsa. Arair (eu ainda não sabia seu nome, mas isso aconteceria em breve), descrevia para outra mulher, meio parecida de vida (adulta, negra, curiosa), que aquele tal livro era tudo, lindo, maravilhoso, que o tinha lido em poucas horas. Era um sobre black music, nem vi autor e editora, pois o que mexeu comigo foi a paixão que vazava na descrição da negra.
Sabendo você ou não, sou voluntário numa ONG para inclusão racial e sei das estatísticas que mostram que, apesar de serem metade da população, os negros são 80% dos mais pobres e apenas 20% dos mais ricos; menos de 4% dos gerentes e chefes de empresas são negros, 70% dos que ganham menos de 2 salários-mínimos, e menos de 25% dos que ganham mais de 10 salários mínimos. São apenas algumas estatísticas. E se ainda tiver dúvidas, conte quantos negros existem nos restaurantes e colégios caros, quantos negros estão atendendo nos guichês dos bancos e nos balcões das companhias aéreas e assim por diante. O fato é que duas mulheres negras ainda chamam, e isto é um pesadelo, atenção numa livraria chique. Até por que, seguindo o velho jargão do "é pobre, mas é limpinho", as duas destoavam e não destoavam, pois eram, como já disse, "pobres, mas limpinhas". Era visível que as duas não eram ricas, nem perto disso. As roupas, asseadíssimas e bem cuidadas, assim como elas, insinuavam que tinham sido bem escolhidas para aquele dia de Shopping, e que suas majestosas proprietárias não eram habituès das melhores grifes da cidade. Elas estavam ali como a pinta negra no elefante branco. Duas pintas e não tinha como não me chamarem a atenção, ao menos para meu olhar que conta em cada canto como vão as pessoas: quem era pobre e melhorou, quem sempre teve berço, as cores, as histórias, quem sorri, quem cala, quem sofre, quem sonha. Nada chamava mais meu olhar, contudo, que o entusiasmo da narrativa, falando a mulher do livro como nem sei o quê.
Já fui pobre. Hoje, para o IBGE, e com meu protesto, sou considerado rico. Juiz, bem remunerado, autoridade, elite. Meu protesto é que deveria ser mais difícil ser rico: meu salário não é alto, os outros é que são baixos! O país ainda é tão pobre que quaisquer 4 mil e quinhentos contos servem para ir para cima. Como já foi dito, “já fui pobre e agora sou rico: é melhor ser rico”; ou, ainda, “é melhor ser rico e com saúde do que pobre e doente”. Bem, vivo dizendo que meu “chefe” diz que “a vida de um homem não consiste na abundancia dos bens que possui” e que não adianta “ganhar o mundo e perder a alma”. Viver mal, sem amor, sem riso ou descanso é uma forma presente de “perder a alma”, enganando-se quem acha que é preciso ir para o inferno para conhecer todas as ruindades do demônio.
Voltando à livraria, alerto que meu incômodo é que reconheço facilmente o olhar do desejo. Parte dessa habilidade devo a ter transitado eu mesmo entre mundos diferentes, e viver hoje, como juiz, escritor, cristão, militante, consultor editorial etc., convivendo entre paupérrimos e milionários. Por isso, seja por memória própria, seja por experiência de vida, conheço aquele olhar: o olhar do menino diante do brinquedo, do adolescente diante do automóvel, do jejuno diante de um prato de comida, do homem diante da mulher perfeita... mas tudo proibido. Não é o olhar da minha filha diante do brinquedo: ela sabe que sou mole, fraco, e é um esforço ciclópico dizer-lhe um “não”. Ela sabe que cedo ou tarde, provavelmente cedo, ela terá o brinquedo. Não. Eu falo é do meu olhar da infância, é o meu olho antigo, já passado, mas cicatrizado n’algum canto da alma, diante do Autorama. É o olhar do menino da favela diante da bicicleta (não uma qualquer, mas “a” bicicleta, aquela colorida e com acessórios, a bicicleta proibida). É o olhar de fome, já conceituada acertadamente como “apetite sem esperança”. Esse é o olhar que me incomoda. Gandhi estava certo: o mundo tem o que basta para alimentar a necessidade de todos, mas não o que baste para a ganância de todos.
É o olhar da mãe diante do panetone, do pai diante do preço do remédio, da criança diante da loja de brinquedo, de todo mundo diante da propaganda da televisão, feita para dizer que a vida só é perfeita com uma marca de margarina, dentro de uma cadeia de fast food ou de um carro específico. E não acho seguro as propagandas não alertarem que é preciso trabalhar e ser honesto, não defraudar o próximo, olhar a paisagem mesmo que da janela do trem ou do ônibus.
Está tudo errado, afinal. Volto a dizer: este planetinha de m----- não vai ser seguro para crianças judias ou palestinas enquanto não for seguro tanto para crianças judias quanto para crianças palestinas; este país não será seguro para meus filhos enquanto não for seguro também para os filhos do vizinho (não o do apartamento de baixo, no meu prédio, mas o do morro ali no cantinho, se assanhando em direção à paisagem do Rio). Se o mundo não for razoavelmente justo para todos, não será seguro para ninguém.
Daí, declaro todo meu egoísmo: se não quiser acreditar na minha boa alma ou boa vontade, admito que aceites que toda minha preocupação é declaradamente egoísta: desde que meus filhos nasceram acho que é mais urgente dar conta dos problemas do mundo, da violência, drogas, fome, acidentes de trânsito, dengue, tudo. Sou egoísta e quero para meus filhos a dignidade da pessoa do outro lado da rua, sem a qual a deles é subtraída.
Então, no meio dessa história toda, tenho olhos para perceber duas mulheres pobres e bem trajadas circulando na livraria chique, no Shopping chique, no bairro chique e reparar os olhos de desejo não sobre aquele livro já lido, mas em todos os outros milhares de livros cuidadosamente arrumados para que a gente deseje mesmo ter um de cada. Um mal que também sofro: desejo todos os livros da loja.
Confesso um prazer esquisito: num dado momento eu e Arair, cujo nome ainda não sabia, não éramos diferentes. Não éramos diferentes no sexo, nem na cor, nem de bairro, condição social ou financeira: eu percebia que eu e ela éramos iguaizinhos num assunto, qual seja, desejarmos todos os livros do mundo.
Aprendido dos pais e do Evangelho, me faz um gosto extremo dar presentes de inopino, quanto mais inesperados melhor, para quem não os espera. Já aconteceu algumas vezes e todas são experiências extraordinárias. Gosto um pouco do trabalho de anjos e de reis magos, de levar consolo, ou presentes, ou soluções impossíveis para as pessoas. Nietzsche, citado por Mauro Lasmar, um filantropo, dizia que a filantropia é um engodo, pois quem dá um presente quer presentear a si mesmo, que a generosidade produz um prazer pessoal que torna o gesto nada espetacular. Bem, talvez a recomendação de Cristo sobre o sigilo tenha a ver com isso, não sei se é só isso, mas sei que para quem recebe a dádiva a coisa funciona melhor do que de outro jeito. Nietzsche era esperto, mas mandava mal de vez em quando: quem o ouvir fará menos bem ao mundo e, quando o fizer, ficará menos feliz por isso. O rapaz precisava de ajuda e acabou cometendo suicídio.
No Aeroporto de Brasília, certa feita, na Livraria da UnB (um luxo franciscano e modesto em meio a livrarias capitalistas), quis dar de presente para uma mulher os três livros que ela olhava. Cara de professora, via-se claramente que não conseguia dar conta de escolher um dos três, evidenciando também as limitações orçamentárias típicas do professor de hoje. Aproximei-me, disse que lhe daria os três de presente e a resposta foi “não”, ela não podia aceitar aquilo. Respondi, mais pensando comigo do que falando com ela, que é impressionante como as pessoas são capazes de receber o mal e não o bem. E eu mesmo me respondi, concluindo que talvez seja assim por que o bem, ao contrário do mal, não é feito, nem poderia ser feito, à força. A colega gostou da resposta e aceitou não os três, mas um livro (o que não fazia sentido, pois o argumento atingia o presente todo e um livro ela levaria, provavelmente, de qualquer jeito). Seja como for, tempos depois me mandou um gentil e-mail agradecendo.
O caso de Arair foi um tanto diferente. Cheguei até ela e disse que poderia escolher qualquer livro para receber como presente meu. Ao contrário da professora, Arair, apesar de um susto rápido e curto, acreditou que era para valer e por um instante passou-lhe um brilho na íris escura que já valia o preço que eu teria de desembolsar para adquirir qualquer livro que ela escolhesse. Ela sorriu e começou a contar para mim sobre o livro Black Music, não sabendo que eu já vinha espreitando sua conversa (já fui delegado de polícia, me desculpem, investigar é um vício antigo). Soube, então, que o livro não era dela e que a leitura em horas foi por ser um livro emprestado. Não tive alternativa: disse que daria o livro em questão e mais um outro. Eu queria abrir um novo campo de trigo para ela passar e não adiantaria dar um livro já lido. Sem problema para mim e para ela, que saiu com a amiga a escolher o segundo. A amiga, ao ouvir que Arair ganharia dois livros fez uma cara de espanto, se perguntando mentalmente, mais a ela do que a mim, a razão de não receber a mesma proposta de presente. Não vou discorrer sobre isso, mas em resumo quem era doente por livros como eu era a Arair. Aliás, foi nessa hora que perguntei o nome dela.
Eu disse que estaria por ali, que estava falando sério e que quando decidisse me achasse pela livraria, que é do tamanho do Maracanã ou mais um pouco. Em seguida, fui conviver com meus próprios desejos, tanto de livros quanto de filmes. Ando caçando "Um salto para a felicidade", com Goldie Hawn, além de outros. Vez ou outra eu olhava para a dupla, e via livros e livros sendo folheados por aquela mulher.
E então, e todo esse texto talvez seja apenas para contar isso (o resto é devaneio e vício de escrever mesmo, e nisso admiro os livros e textos, pois só os lê quem tem interesse. Jornais e revistas querem apenas quatro mil toques e este texto já tem 10.203, e se ninguém mais ler, fazer-se o quê? Mas o papel aceita todas minhas divagações e, como qualquer outro, ficará quieto, acomodado, resignado e esperançoso aguardando um dia ser lido por alguém e, se ninguém o fizer, eu mesmo o farei no futuro para revisitar Arair e tudo o que senti antes de ontem. Como já disse Guimarães Rosa, “o que lembro, tenho”.
Escrevi só para contar, para mim no futuro ou para você caso tenha chegado aqui, que eu estava no segundo andar, vendo a prateleira de filmes, quando fui para a sacada, como que uma varandinha, e de lá pude ver Arair sendo, por um momento, a dona de todos os livros da loja. Fantástico, indescritível. Nem o dono da Livraria da Travessa foi, um dia, tão dono de todos aqueles livros quanto Arair era naquele instante. Sim, os donos da Travessa não conseguem ser donos de todos os livros, pois quando os compradores sacam um da pilha lá se foi o livro, que não é mais da loja. O Direito resolve o resto, mas os donos da livraria não têm poder total sobre seu estoque.
Com Arair não, ela olhava todos os livros e, de repente, nenhum deles era mais proibido, nenhum deles estava sujeito a um prévio acerto orçamentário que incluísse o gás, o aluguel e outras despesas. Por um momento, os livros todos se desprenderam de um custo vinculado, ficando apenas com o seu lado mais nobre: o desejo de ser consumido. O desejo de consumi-lo. Era como se eu, adolescente, visse a Claudia Schiffer, ou a Nastassja Kinski, ou a Mulher-Gato, tirarem a roupa, ou mais, pois ao contrário de mim, algum livro seria mudado de dono apenas por seu valor intrínseco, não pelo monetário. O livro, ao contrário das minhas musas, seria comido.
O fato é que nunca tinha visto isso: uma mulher pobre, negra, bem cuidada, amante dos livros, olhar todos os livros de uma livraria imensa, e chique, como se todos fossem dela. Acho mesmo, aliás, que os livros deviam ser assim, embora admita que o dinheiro que se dá por um livro tem algum prazer intrínseco, como um ritual de acesso, de passagem, e isso seria perfeitamente justo se todos tivessem um salário mínimo que incluísse o bastante para tudo que a Constituição promete e mais uns livros.
A idéia era apenas, num cantinho muito diminuto do mundo, por um dia inverter a lógica e deixar a mulher negra e pobre, que queria ler, ter um ou dois livros a sua escolha para viver outras vidas, para ser um menino na Arábia, ou homem norte-americano na Cabana. Claro, ainda não sabia suas escolhas, mas a idéia era que ela pudesse escolher, sem preocupar-se com preço, qual vida ou história levaria para sua casa para viver durante a leitura. Eu não imaginava que iria descobrir um novo olhar em olhos que nunca vira antes, embora de certo modo já me fossem íntimos e bem antigos.
Nada foi tão mágico naquele dia quanto ver Arair ser dona, por um pouco, de todos os livros da loja.
Quando eu já tinha feito minhas escolhas, Arair apareceu com O caçador de pipas e, claro, o previamente eleito Black Music. Eu, por outra falha de caráter das que tenho, peguei um livro meu, Os dez mandamentos para uma vida melhor, para dar de presente. Arair sorria, e indaguei qual o outro que ela tinha ficado na dúvida (isso é humano, estamos sempre entre dois mundos, dois livros, duas pessoas, duas roupas, dois caminhos. Sobre isso já alertava Drummond nos versos À Boca da Noite). A Cabana, foi a resposta, e o vendedor ao lado imediatamente sacou o livro, mais rápido do que Wyatt Earp ou Butch Cassidy conseguiriam. Na fila, finalmente, dei de presente o meu, somando-os aos outros três. Disse que eu era o autor e ela pediu dedicatória como se falasse com um astronauta. Falei para que ela desse um dos livros de presente para a amiga e que depois trocassem. Ela aquiesceu com a face dando por entender achar a idéia boa.
Dados os livros, pagos, e feita a dedicatória, Arair partiu, sorridente, dona de quatro livros novos e não mais de toda a loja. Parti eu também, com uma outra história para me contar no futuro, e com uma nova imagem de íris decalcada na minha: o de alguém poder ser, por um momento, dono de todos os livros do mundo.

9 comentários:

Anônimo disse...

Acabo de ler "Os livros de Arair" e ao final me surpreendi, pois estava emocionada! William, obrigada por sua liberdade poética e pelo amor sincero às letras e livros... O conheci pessoalmente há cerca de dois anos e tive uma impressão muito boa da sua pessoa, sem falar do profissional e agora vejo que tudo não foi apenas impressão e sim a visão de que tudo o que se planta com coração é estupendo e maravilhoso. Não há palavras que possam exprimir o que sinto ao ler seu texto, apenas saiba que como você e Arair amo livros e os guardo na estante para em minha aposentadoria - quem sabe - lê-los todos... Um grande abraço!! Luciana Piñeiro

Anônimo disse...

Caro William,
Me senti um pouco menos culpada e mais normal por compartilhar esse vício de livrarias. Ultimamente tenho evitado ao máximo, pois preciso ler e reler a bibliografia básica do concurso que pretendo. Mas para mim é impossível entrar e não sair de lá com pelo menos um livro. O tempo também é curto por aqui e mais ainda pelo pecado da leitura por prazer enquanto ainda há tanto por estudar ... Mas, já se disse que a imaginação é mais importante que o conhecimento, não? Quem sabe depois do concurso.... por enquanto ficam na estante.... abraços
Juliana

Anônimo disse...

Eu estava lendo há algumas horas um jornal falando sobre concurso e lá estavam dicas interessantes... Em um canto do jornal pude ler conselhos seus e não lembro as palavra que usastes, mas vc dizia que um "cristão" não deve ter medo de provas. É verdade que não devemos temê-las, pois somos como o ouro que é provado pelo fogo, mas ao final da prova conheceremos o seu valor.
Por ter visto o termo cristão(no jornal), desconfiei que vc seria um dos que fazem parte do corpo e resolvi pesquisar sobre sua identidade celestial... encontrei um texto seu que discorria acerca de experiências que tivestes com Deus (é mister que busquemos o Senhor enquanto podemos achá-lO, invocá-lO enquanto está perto), depois cheguei este blog e aqui li "Os livros de Arair" e muito me alegrou saber temos o mesmo "chefe" que nos diz que "a vida de um homem não consiste na abundancia dos bens que possui", mas que também nos promete que tendo-O como chefe, obteremos a vida com abundância.
Interessante que a vida em abundância vai muito além do sentido material, é viver pela fé e depender dEle, sabendo até mesmo os fios de cabelos de nossa cabeça estão contados; e nunca vimos, nem ouvimos falar de um deus semelhante a Este, que trabalha por aqueles que O amam e para estes tem preparado bens que não podem perecer.
Também tenho paixão por livros e sei que muitas vezes sucumbimos por falta de conhecimento. Que tenhamos mais tempo e mais dedicação a experimentarmos novas sensações com os livros que nos aguardam nas prateleiras(sejam de livrarias ou bibliotecas públicas etc).
Shalom!
Munique, Salvador-BA
(muni_abencoada@hotmail.com)

Anônimo disse...

Eu estava lendo há algumas horas um jornal falando sobre concurso e lá estavam dicas interessantes... Em um canto do jornal pude ler conselhos seus e não lembro as palavra que usastes, mas vc dizia que um "cristão" não deve ter medo de provas. É verdade que não devemos temê-las, pois somos como o ouro que é provado pelo fogo, mas ao final da prova conheceremos o seu valor.
Por ter visto o termo cristão(no jornal), desconfiei que vc seria um dos que fazem parte do corpo e resolvi pesquisar sobre sua identidade celestial... encontrei um texto seu que discorria acerca de experiências que tivestes com Deus (é mister que busquemos o Senhor enquanto podemos achá-lO, invocá-lO enquanto está perto), depois cheguei este blog e aqui li "Os livros de Arair" e muito me alegrou saber temos o mesmo "chefe" que nos diz que "a vida de um homem não consiste na abundancia dos bens que possui", mas que também nos promete que tendo-O como chefe, obteremos a vida com abundância.
Interessante que a vida em abundância vai muito além do sentido material, é viver pela fé e depender dEle, sabendo até mesmo os fios de cabelos de nossa cabeça estão contados; e nunca vimos, nem ouvimos falar de um deus semelhante a Este, que trabalha por aqueles que O amam e para estes tem preparado bens que não podem perecer.
Também tenho paixão por livros e sei que muitas vezes sucumbimos por falta de conhecimento. Que tenhamos mais tempo e mais dedicação a experimentarmos novas sensações com os livros que nos aguardam nas prateleiras(sejam de livrarias ou bibliotecas públicas etc).
Shalom!
Munique, Salvador-BA
(muni_abencoada@hotmail.com

Anônimo disse...

CARO WILLIAM
SOU UM ENTUSIASTA DO SEU TRABALHO, SOU ACUSADO ATÉ DE BAJULADOR DO WILLIAM DOUGLAS, ONDE LABUTO .
MAS NÃO ESTOU NEM AÍ ! O QUE IMPORTA É TER A CERTEZA DE QUE TODAS AS VEZES EM QUE FALO DO SENHOR EU ESTOU AJUDANDO O PRÓXIMO EM ALGUMA COISA; SEJA PARA FALAR DO SEU BOM TESTEMUNHO CRISTÃO OU DO SEU EXEMPLO DE CRESCIMENTO PROFISSIONAL ATRAVÉS DOS ESTUDOS .
A HISTÓRIA DE ARAIR É MAIS UM EXEMPLO QUE FAZ EU LEVAR ADIANTE, PRINCIPALMENTE AOS CORAÇÕES EGOÍSTAS . TERMINO DIZENDO QUE TAMBÉM TENHO O MESMO VÍCIO DOS LIVROS .

ABRAÇOS .

ANDRÉ LUIZ MAIA DA SILVA

Anônimo disse...

Irmão, gostaria muito de comprar o livro "Como passar em vestibular", mas nao estou encontrando-o, pode me dar alguma sugestao?
Já é o meu 5º vestibular para medicina,,Eu sei que Deus tem preparo o melhor par mim,, E q no momento certo tomarei posse da vitória!
Obrigada

Jo. disse...

Que texto maravilhoso!
E a ação de bondade jamais será esquecida por Arair e por Deus - Todo Poderoso - que de tudo sabe!

Unknown disse...

Prezado Professor William Douglas,

Sou seu leitor ávido e pontual, já há algum tempo. Quando conheci sua obra, cheguei a usar suas técnicas de estudo para estudar o seu próprio livro. O que foi útil para aplicação posterior nas matérias dos concursos.
Envio a mensagem para agradecê-lo por toda a dedicação em orientar-nos nessa empresa. Além disso, gostaria de fazer um breve comentário sobre o artigo "Os livros de Arair". O artigo foi soberbo, e o comparo com o das dobraduras dos lenços, em grau de profundidade.
Gostaria, todavia, de fazer um breve comentário sobre o parágrafo em que comenta Nietzsche. Não conheço a obra deste autor, apenas faço idéia de sua importância por meio de outros autores. E tive um pensamento que gostaria de compartilhar, para enriquecer o diálogo.
Jurandir Freire Costa, em seu "Vestígio e a Aura", aponta que "oscilamos incessantemente entre o pior e o melhor. No que somos e queremos ser, há sempre um resto das 'baixas origens', avistadas por Nietzsche, Freud, Marx e Cioran, ou das 'altas origens' que o Buda, Jesus, Francisco de Assis, Ghandi (...) souberam ver. Na morada dos ideais se acotovelam, lado a lado, vingança, rancor, inveja, pusilanimidade, mesquinhez e compassividade, solidariedade, coragem, desprendimento, magnamidade, generosidade".
A minha visão vai no sentido de expor o filósofo em tela com devida sutileza, coisa que o senhor professor o fez já com a maestria usual. Gostaria de trazer outros elementos ao assunto.
Honrado Professor William Douglas,

Sou seu leitor ávido e pontual, já há algum tempo. Quando conheci sua obra, cheguei a usar suas técnicas de estudo para estudar o seu próprio livro. O que foi útil para aplicação posterior nas matérias dos concursos. Envio a mensagem para agradecê-lo por toda a dedicação em orientar-nos nessa empresa. Além disso, gostaria de fazer um breve comentário sobre o artigo "Os livros de Arair". O artigo foi soberbo, e o comparo com o das dobraduras dos lenços, em grau de profundidade. Gostaria, todavia, de fazer um breve comentário sobre o parágrafo em que comenta Nietzsche. Não conheço a obra deste autor, apenas faço idéia de sua importância por meio de outros autores. E tive um pensamento que gostaria de compartilhar, para enriquecer o diálogo. Jurandir Freire Costa, em seu "Vestígio e a Aura", aponta que "oscilamos incessantemente entre o pior e o melhor. No que somos e queremos ser, há sempre um resto das 'baixas origens', avistadas por Nietzsche, Freud, Marx e Cioran, ou das 'altas origens' que o Buda, Jesus, Francisco de Assis, Ghandi (...) souberam ver. Na morada dos ideais se acotovelam, lado a lado, vingança, rancor, inveja, pusilanimidade, mesquinhez e compassividade, solidariedade, coragem, desprendimento, magnamidade, generosidade". A minha visão vai no sentido de expor o filósofo em tela com devida sutileza, coisa que o senhor professor fez já com a maestria usual. Gostaria de trazer outros elementos ao assunto.

Nietzsche realmente aprofundou seu estudo ao largo das baixas origens. E se o fez, por opção, é a ele que devemos idéias sobre essa visão não tão nobre acerca do ser humano. Entender o humano como um todo, é essencial para o aprofundamento de nossas consciências. E pudera, não é qualquer um que se predispõe a visualizar a baixa origem humana nua e crua, e classificá-la, para compartilhá-la com a humanidade. É perigoso afirmar se houve relação de causa e efeito entre sua jornada de conhecimento e seu suicídio. Situação esta, que hoje é compreendida como fundo do poço de um momento em desespero. Momento em que a pessoa não pode ser julgada como covarde, pois passa por acepção distorcida de sua realidade. Em suma, entender as palavras de Nietzsche, pode significar uma valorização da lição de Buda ou Jesus, e um alargamento do conhecimento. O doce pode ser muito mais doce se experimentarmos o amargo. A tempo, um homem é bom pelas ações que realiza entre o momento em que acorda até quando vai se deitar, independente do nome que dá à sua fé. Creio, humildemente, que é assim que construímos um reino de consciência. Ou temos isso, ou não temos nada.

Agradeço novamente pelas sábias palavras.
Cordialmente.

Rosa disse...

William,

Nossa! Que bom querer "crescer na vida" e te conhecer!!Seus comentários são impagáveis e estimulantes a alma. EU AMO LIVROS, sempre foram companheiros e conselheiros, principalmente os voltados aos ensinamentos de Jesus. Já me salvaram de muitas armadilhas da vida. Fui lendo seu relato e me senti dentro dele. A forma que vc redige é viva, dá vida as situações, aos fatos. É inovadora e totalmente poética. Assim que penso a vida. Palavras dever ser todas poéticas, independente do tema. Separei essa parte do seu texto para comentar-" atrás de tantos outros livros tão igualmente desejados para ter uma vida triste, absorta na necessidade de um dia ser aberto." Pensava que somente eu via o livro com alma, com vida própria..hoje com grande entusiasmo descobri que há pessoas que compartilham comigo esse sentimento. Sua colocação sobre a necessidade que todos nós temos de ser "consumidos", também adorei" É isso! Ao escrevermos, ao falarmos, ao fazer uma boa comida, ao comprimentar alguém, ao amarmos, temos uma imensa vontade de acrescentarmos algo na vida do outro, de fazermos a diferença com nosso empenho. Chamo isso de VIVER EM PLENITUDE. Uma troca saudável, e daí vamos crescendo a cada dia. Olha ainda tinha muito a falar sobre vc, mas estou no trabalho e preciso ir agora. Mas não satisfeita por não poder expressar exatamente o que gostaria. Amei estar aqui.....Que Deus lhe abençoe sempre, lhe protegendo de todas as armadilhas da vida.
Com carinho